Missão Impossível - Efeito Fallout em Imax 3D (Mission: Impossible - Fallout)

7/26/2018 02:53:00 AM |

Eis que após um longo período (devido claro ao maluco que quase se mata sem dublê, mas que aqui apenas quebrou a perna e atrasou em 6 meses a produção!), estreia "Missão Impossível - Efeito Fallout", que diria mais claramente ser a junção das outras produções com suas devidas falhas, mas que trabalhada com muita dinâmica e desenvoltura consegue empolgar do começo ao fim, jogando muita adrenalina e reviravoltas sem limites para o público que for conferir, de modo que consegue seguir toda a ideia completa da franquia e ainda criar muitas perspectivas e situações que vão se conectando num crescente completo, que até chega a dar um leve suadouro nas mãos (e olha que sempre sabemos como os filmes terminam bem, mas a tensão vem forte e funciona!), faz com que muitos conversem com os personagens do longa, gritem, e assim sendo, a missão foi cumprida com êxito. Posso até estar sendo equivocado por dizer isso, mas acredito que esse (tirando claro o primeiro filme, que originou a franquia!) seja o melhor de todos por conter tudo o que esperávamos ver, e que principalmente com grandes efeitos 3D bem funcionais de perspectiva (que acabam nos colocando quase junto dos personagens), por terem filmado o longa com câmeras próprias para isso, acabaram empolgando ainda mais a todos que conferiram a emoção na sala Imax, ou seja, se possível veja com a tecnologia.

A sinopse nos conta que obrigado a unir forças com o agente especial da CIA August Walker para mais uma missão impossível, Ethan Hunt se vê novamente cara a cara com Solomon Lane e preso numa teia que envolve velhos conhecidos movidos por interesses misteriosos e contatos de moral duvidosa. Atormentado por decisões do passado que retornam para assombrá-lo, Hunt precisa se resolver com seus sentimentos e impedir que uma catastrófica explosão ocorra, no que conta com a ajuda dos amigos de IMF.

Bem antes de estrear em 2015, "Nação Secreta", o diretor Christopher McQuarrie já havia anunciado que seu longa teria uma continuação bem mais emocionante, e ele não estava brincando, pois como ele gosta demais de cenas grandiosas, cheias de riscos para seus dublês (no caso seus últimos três longas o maluco no caso foi o próprio Cruise!), aonde tudo possa ser filmado com muita emoção e perfeccionismo, já podíamos esperar algo com no mínimo diversas explosões e cenas de tirar o fôlego, e aqui o resultado além disso conseguiu ter uma história muito bem moldada, pois a cada momento pensávamos que a trama teria um desfecho diferente, e que a cada virada de interpretação do texto já poderíamos esperar ainda mais confusão e pancadaria (além claro de muitos tiros). Ou seja, McQuarrie foi esperto em não entregar tudo de mão beijada para o público, criando muitas alegorias e tocando cada ato como algo mais elementar para a produção completa, funcionando bem como uma colcha de retalhos, aonde a ação só era mais incrementada a cada nova cena, mostrando que tanto o diretor, quanto o protagonista foram dois malucos completos para que tudo funcionasse e ficasse realmente perfeito, pois tudo é tão realístico que se usaram qualquer mera cena em CGI, não notamos de forma alguma, e assim sendo, o resultado da ótima direção com a perfeita história só não foi mais perfeita pela falta da equipe de maquiagem se impor e colocar mais sangue ou no mínimo uns bons roxos na cara dos protagonistas após o tanto de porrada que levam, mas tirando esse detalhe, o filme é mais do que incrível.

Sobre as atuações, é até fácil falar que Tom Cruise com seus 56 anos está muito melhor que muito ator novo por aí, entregando seu Ethan Hunt com muita desenvoltura, fazendo ótimas expressões (até mesmo em situações completamente desconfortáveis), e cada vez se arriscando mais (agora foi apenas 106 saltos de avião numa altura bem básica, trombar com uma moto em alta velocidade, pilotar um helicóptero logo após aprender a pilotar controlando sozinho o helicóptero e as câmeras, ou seja, coisinhas bem básicas!) ele conseguiu empolgar e agradar muito, ou seja, que venha o 7º filme. Quanto à Henry Cavill, todos estavam muito curiosos para saber tudo o que ele faria no longa, afinal seu protagonismo aqui teria de ser muito bem compensado por ter de manter o bigode (que foi apagado digitalmente em "Liga da Justiça" para que ele continuasse gravando este longa nas cenas refilmadas do longa de super-heróis), e olha que seu Walker é muito bem colocado na trama, mostrando que o ator além ter muita força sabe ser completamente dinâmico, fazer bons trejeitos, e ainda claro surpreender nos momentos que necessitaram dele, e claro, suas lutas na mão foram com muita empolgação. Sean Harris teve uma participação expressiva com menos diálogos aqui na continuação, mas seu Solomon Lane ainda deu muita conversa e teve uma importância bem conectada na trama, e claro que o ator fez ótimas caras e bocas para que o personagem ainda fosse forte e nos desse raiva dele. A dupla Ving Rhames e Simon Pegg como Luther e Benji estão numa sintonia incrível e ajudam a dar o tom cômico e conectar todos os detalhes que os protagonistas deixam abertos na tela, numa dinâmica tão bem coesa que chegam a ser até bem protagonistas em muitas cenas. As moças da trama novamente estão incríveis tanto em suas personalidades sexies quanto com bons trejeitos e envolvimentos perfeitos para o longa (apenas um adendo que Tom já beijou mais nos outros longas, e aqui foi algo bem rápido), ou seja, Rebecca Ferguson como Ilsa, Vanessa Kirby como Viúva Branca e Michelle Monaghan como Julia tiveram cada uma no seu ato bons momentos e agradaram bastante. E para finalizar, os chefões do IMF e da CIA, interpretados por Alec Baldwin e Angela Basset respectivamente tiveram atos pequenos, mas muito bem colocados no longa, chamando com olhares e bons trejeitos para que seus momentos fossem completamente funcionais e não ficassem apenas jogados na tela.

Como todos os filmes da franquia, escolheram a dedo todas as ótimas locações em Paris, Londres e Nova Zelândia (que acabou se passando por Caxemira no filme), encontrando detalhes de prédios turísticos marcantes, bons lugares e carros para destruir, muitos ambientes abertos para diversas cenas em movimento, e claro que uma amplitude bem bela para as cenas aéreas com helicópteros, roupas especiais de salto, cordas e ganchos, que com o bom uso da tecnologia ainda deram ótimas sensações para que o público ficasse realmente dentro do filme, passeando junto com os protagonistas por todos esses belos locais, ou seja, um ponto mais do que positivo da equipe de arte que arrumou tudo com muito primor para que o filme ficasse ainda mais completo dentro do roteiro solicitado. A fotografia brincou com tons mais densos para dar o ar dramático que a trama pedia, mas também colocou muito contraste nas cenas, sempre tendo um personagem ou uma locação destoando para que o olhar do público se desviasse para aonde o diretor desejava que ficássemos atentos, ou seja, diversos pontos falsos que ajudaram o longa não ficar embaçado com tanta movimentação, e ainda agradasse para que o 3D funcionasse com muita perspectiva, e não desse dor de cabeça com cores fortes e vibrantes. E já que começamos a falar do 3D, como toda produção grandiosa, aqui não tivemos conversão, e sim filmagens utilizando as imensas câmeras Imax 3D, ou seja, muita perfeição nas cenas aéreas, aonde os personagens realmente parecem estar imersos na tela, bons momentos com alguns objetos saindo da tela (principalmente nas cenas finais com o helicóptero), aonde voam pedras e o gancho para todo lado, e com isso, fazia tempo que não recomendava a tecnologia como algo "obrigatório", mas aqui o efeito se faz um belo adicional para a trama. Além claro do ótimo 3D, volto a frisar que a equipe de efeitos especiais fez tudo muito bem maquiado, de modo que como disse no começo não conseguimos distinguir o que foi realmente gravado do que foi feito na computação, ou seja, um filme muito realista que impressiona nos detalhes.

Claro que como todo bom longa de ação, tivemos excelentes momentos sonoros, com barulhos vindo de todos os lados, e claro a trilha sonora tema tradicional funcionando a todo momento, além de ótimas escolhas musicais para encaixar em cada ato e fazer com que a adrenalina ficasse num ritmo completamente acelerado, e que fizesse as quase duas horas e meia de projeção não ficassem cansativas. E como todos bem sabem, esse Coelho que vos digita não iria deixar de colocar a trilha sonora completa aqui para que todos ouvissem após conferir o longa, então é só clicar no link e sair curtindo.

Enfim, um filme que vinha com uma grandiosa expectativa e que não desaponta em momento algum, que entrega excelentes cenas de ação, um roteiro cheio de surpresas e reviravoltas e muita dinâmica para ninguém botar defeito. Aliás falando em defeitos, pontuaria a falta de sangue ou pelo menos uma maquiagem melhorada com roxos nas caras dos personagens, pois temos muitos socos, muitos tombos, e isso mereceria ser melhor trabalhado, mas como isso não atrapalha o resultado final, não irei tirar um ponto da nota, pois confesso que saí da sessão muito feliz com o que acabei vendo na telona, e só posso recomendar a trama completa com muitos elogios, então vá para a maior sala possível que puder para conferir esse longa incrível. Bem é isso, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais um texto. E claro que não poderia ir embora sem agradecer os amigos da rádio Difusora FM 91,3MHz pela excelente pré-estreia lotadaça que com certeza agradou todos os presentes, então mais uma vez, valeu galera e até a próxima.

PS: volto a frisar que deveria tirar um ponto ou pelo menos meio pela falta de sangue, ou até mesmo por alguns detalhes falsos e exagerados, mas como bem sabemos, a franquia "Missão Impossível" é assim, então vou relevar.

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