Namoro ou Liberdade

3/26/2014 12:43:00 AM |

É interessante observar a tentativa de alguns diretores em fazer comédias românticas de forma a não ficarem melosas, e principalmente agradar os namorados que acabam indo ver esse estilo junto com as namoradas. Mas aí é que entra o problema, a quem agradar? Colocar exageros machistas em suma completa e ofender as garotas, ou tentar fazer rir com tudo que acontece e amansar com um final tradicional? Pois bem, em "Namoro ou Liberdade" o diretor que produziu um filme onde ele viu que atacar as garotas com toda força não funcionou nem um pouco sendo um fiasco de bilheteria, acabou ficando confuso com tantas incógnitas na sua cabeça e ao mesmo tempo que divertia os jovens que forem assistir, ele tão rapidamente já vinha com algum amansamento romântico, e acabou se perdendo um pouco em qual vertente seguir. Então temos um longa divertido, mas que a todo momento fica preocupado em deslizar no que irá fazer.

O filme nos mostra que Jason e seu melhor amigo Daniel levavam uma vida de festas, farra e muita diversão, sem relacionamentos sérios. Após o divórcio de Mikey juntam-se para ajudá-lo a esquecer a ex-esposa, só que aos poucos cada um deles começa a se envolver com diferentes mulheres que mudam seu jeito de pensar, até chegar ao momento onde deverão escolher entre a liberdade da vida de solteiro ou o compromisso de um namoro.

Não sei se já falei isso alguma vez, mas se não falei cabe bem colocar agora, sou da opinião de que um diretor pode juntar grana e produzir um filme, mas não deixem que um produtor resolva virar diretor, pois somos seres pensantes em dinheiro, ou seja, vamos ficar a todo momento querendo ver onde o filme pode lucrar mais sem que pese algo contra. E o que Tom Gormican tenta aqui é fazer de seu primeiro roteiro que também dirige, é algo vendável e que lote sessões, e consegue, pois escolheu um elenco interessante, menos rebuscado que no filme "Para Maiores" que enfiou dinheiro e pagou todos os seus pecados por um longa péssimo, então temos situações interessantes, mas que ele não sabe atacar para agradar bastante. Antes que muitos me ataquem, o filme cumpre com a proposta básica de uma boa comédia, que é fazer rir, mas o diretor acabou bem perdido, rodando em diversos momentos para achar a forma menos forçada de fazer rir, então temos um filme com boas sacadas, mas que demoram um pouco para serem atiradas. Então pode ser que você se divirta horrores com tudo que é mostrado em cena, irá recomendar para alguém logo que sair da sala, mas em 1 ou 2 semanas irá falar sabe aquele filme do rapaz do "High Scholl Music" que ele é namorador e tal, aquele mesmo, lembra, era bom né, qual o nome mesmo?

O trio de protagonistas soube encaixar as piadas na medida certa para divertir, e aliado aos momentos bem divididos, todos eles acabam trabalhando em prol de um longa interessante, como disse se tivesse tido algum diretor, ou até mesmo um roteirista com mais coragem, o longa seria outro com um resultado muito mais satisfatório. Zac Efron mostra que cresceu muito desde que resolveu abandonar a família Disney e encarar filmes mais sérios, e tem trabalhado bem para apagar seus momentos ruins, pelo menos carisma o jovem tem e domina bem a interpretação dos personagens que lhe são entregues, dando motivos para que acompanhemos o que faça no filme. Miles Teller decolou seu humor em "Projeto X" e vem ganhando uma comédia atrás da outra para interpretar e agradar com seu estilo, talvez se a trama tivesse se desenvolvido mais para o seu lado era capaz de ser muito mais divertido do que já foi, mas como disse talvez pesasse para que garotas não gostassem do filme e queimassem ele. Michael B. Jordan trabalhou firme em tentar manter piadas mais sérias, mas não conseguiu entrar no mesmo clima jovial dos outros dois integrantes da trupe, e com isso ele é o que mais destoa da trama, embora seja o motivo de tudo acontecer. Imogen Poots está em todas esse ano, e deve estar com síndrome de Nicolas Cage, mas seu semblante sempre cabe bem nas histórias e a jovem tem uma expressividade interessante que consegue encaixar nos personagens que pega, e aqui não foi diferente, conseguindo manter a trama envolta em si nas cenas que aparece. As demais moças são praticamente enfeites na trama, e aparecem apenas para criar algum momento específico, então nem vale muito destacar elas, tirando alguns diálogos de Mackenzie Davis faz para introduzir o amigo para outras moças.

O visual da trama é bem descolado, e mesmo não tendo exagero de elementos cênicos para trabalharem, conseguiram representar bem os ambientes por onde passa a trama. Vale destacar claro os apartamentos que como característica marcante devem ter sido baseados nas diversas séries de amigos que já vimos rolarem antigamente. A fotografia usou de adereços tradicionais da comédia, sempre puxando um tom abaixo da iluminação para caracterizar romance leve, então em momento algum temos nem cenas com brilho demais, nem escuras demais, e até mesmo a primeira e última cena do filme não dá a nuance que precisaria para determinar o romance.

Enfim, é uma comédia bacaninha que faz rir, longe de ser qualquer coisa genial, mas também bem afastada de ser um lixo. Vale para descontrair e rir de algumas cenas, mas nas demais apenas passa bem batido. Recomendo apenas para quem gosta de séries cômicas leves que fazem rir sem precisar pensar em nada e como disse, garanto que em pouco tempo será mais um filme que nem lembraremos de ter passado nos cinemas. Fico por aqui agora, mas nessa semana ainda temos muito o que ver, então abraços e até breve com mais posts por aqui.


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