Paddington 2

1/27/2018 04:02:00 PM |

Se o primeiro filme já havia me conquistado pela beleza da mensagem familiar, a doçura do personagem principal e a grandiosidade de uma produção mista, com "Paddington 2" o encante foi completo, pois além de tudo isso, conseguiram criar uma história bem trabalhada, e ainda incorporar diversas técnicas visuais envolventes transformando a arte da história em algo além do imaginado, brincando com a tridimensionalidade sem necessidade de termos óculos e coisas saindo para fora da tela, apenas trabalhando com a mesma técnica dos livros 3D, ousaram por referências à diversos filmes do gênio do cinema (Chaplin), e ainda por cima conseguiram juntar cenas cômicas com emoção e simplicidade, ou seja, um filme completo que sim foi feito para crianças e famílias irem ao cinema juntos, mas principalmente souberam encantar a todos. E embora tenha algumas falhas de bocas mexendo fora do sink com a dublagem, foram certeiros nas escolhas dos artistas para os papeis principais, pois Bruno Gagliasso, Marcio Garcia, e principalmente Henrique Fogaça caíram como uma luva para os papeis.

O filme nos mostra que após ser adotado pela família Brown, Paddington ganhou muita popularidade na comunidade de Windsor Gardens. No aniversário de 100 anos de sua tia Lucy, esse simpático ursinho sai em busca do presente perfeito e acaba encontrando um livro único na loja de antiguidades do senhor Gruber. Paddington se submete a uma série de trabalhos bizarros para poder comprá-lo, e quando o livro é roubado, ele e sua família farão de tudo para encontrar o ladrão.

Demorou 4 anos para que o diretor Paul King voltasse à frente de projeto mais lucrativo, pois "As Aventuras de Paddington" custou 55 milhões e rendeu 259 milhões, e com isso a certeza de uma continuação até que demorou bastante, mas após vermos tudo o que ele preparou para que essa nova história não fosse apenas uma continuação jogada, mas algo cheio de técnica e que mantivesse a magia infantil e com um cuidado perfeito, vemos que o tempo foi perfeito para a produção não jogar apenas algo que fosse esquecível logo após sairmos da sessão, mas que emocionasse, que divertisse, e que principalmente encaixasse dentro da proposta doce que é a empregada nos livros de Michael Bond, e os roteiristas conseguiram expressar na telona, ou seja, é daqueles filmes para ver tranquilamente sem muita pretensão e acabar apaixonado pelo que acabará vendo, tanto que não a toa o longa está concorrendo a três prêmios no Bafta (roteiro, filme britânico e ator coadjuvante para Hugh Grant) e mostrou na tela o potencial para tanto. Não digo que é uma trama sem defeitos, pois possui diversas cenas exageradas que não eram necessárias, algumas bobeiras comuns de filmes infantis, mas tudo acaba resultando em algo tão bacana que não temos como não sair felizes, principalmente nas cenas de referência à Chaplin, com destaque para a cena dentro das engrenagens.

Como vi o longa dublado não posso dizer que as entonações dos atores reais foram perfeitas, mas posso dizer que todos se encaixaram bem dentro de suas personalidades, mas que ao colocarem uma boa escolha de dublagem nos protagonistas, a distribuidora nacional fez um belo serviço. O ursinho carismático Paddington ficou a cargo nacionalmente de Bruno Gagliasso, que conseguiu dar efeitos na voz para as cenas necessárias, entonou bem a emoção do personagem e junto com a ótima textura que foi composto o urso, acabou soando agradável e na medida. Hugh Grant como o vilão Phoenix Buchanan foi icônico com suas múltiplas facetas, mostrando que é um ator diferenciado, mas a voz de Marcio Garcia combinou em alguns pontos e falhou em outros, afinal como é cheio de trejeitos, Grant não é fácil de ser dublado, mas nada que atrapalhe demais. Dentre os demais personagens, os Brown continuam igual no primeiro filme, bobos demais, mas que encaixam no conceito de família, mas o grande destaque ficou para o chefe da prisão, Montanha, que teve uma grande participação no feitio do longa, aprendendo a famosa marmelada do urso, mas que mais genial que isso foi a escolha do chef Henrique Fogaça para dublar o ator Brendan Gleeson, pois acertaram no tino do chefe brutamontes, e no estilo escolhido para julgar a comida do ursinho, ou seja, não poderiam ter feito melhor.

No conceito visual foram bem criativos para colocar muitas técnicas, a melhor de todas usando o 3D dos livros de papeis com os ursos passeando pela tela fazendo quase que uma imersão para o público visitar Londres através daquele livro, depois um parque muito cheio de cores, e finalizando claro numa prisão que assim como já falamos outras vezes, não é o lugar que faz a pessoa, mas sim a pessoa que faz o lugar, e é mostrado duas vezes isso na produção cheia de cores e elementos cênicos para envolver tanto as crianças, quanto os pais que forem conferir. Na fotografia nada menos que cores vibrantes para segurar os pequenos e dinâmicas de sombras em cada cenário para realçar os protagonistas sempre.

Enfim, é um filme que sabia que seria bonito, que traria boas sensações familiares, mas que não esperava ser surpreendido tanto, afinal continuações costumam decepcionar e muitas vezes até estragar o que um bom primeiro filme fez, e aqui foi algo completamente diferente que até melhorou o que já tinha sido bem feito em 2014. Portanto pegue suas crianças, e se não tiver vá sozinho também conferir o longa que estreia no dia 01/02, pois vai ser uma ótima diversão para todos, e recomendo quem conhece os filmes clássicos reparar nos detalhes das referências tanto aos filmes de Chaplin que o diretor inseriu. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, claro que agradecendo demais a parceria com o pessoal da Difusora FM 91,3MHz que arrasou novamente com uma ótima pré-estreia, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até breve.

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...