Amazon Prime Video - Hallow Road - Caminho Sem Volta

6/14/2026 01:46:00 AM |

Quando vi a sinopse do longa "Hallow Road - Caminho Sem Volta", que estreou por esses dias na Amazon Prime Video, me preparei para conferir uma nova versão de outro filme, aonde as famílias começam a brigar por um acidente entre vizinhos e acaba virando um caos, mas logo que começou vi que a trama era outra completamente diferente, e brilhantemente é um filme rápido (apenas 80 minutos) com uma pegada densa que faz você ir pensando e julgando as atitudes dentro do carro e ao telefone, mas que ao chegar no local acaba pensando de uma forma completamente diferente de tudo o que foi analisando, fora que a síntese pode levar à vários outros pensamentos e análises, ou seja, o resultado completo pode ter tantas nuances como ideias, e assim cada um pode chegar a uma verdade, e como costumo dizer, sem spoilers é difícil sair falando muito, então apenas assistam!

A sinopse nos conta que Maddie e Frank são surpreendidos com uma ligação de sua filha Alice no meio da noite. Alice ocasiona um grande acidente de carro e a outra mulher envolvida no ato acaba ficando gravemente ferida. Maddie tenta instruir a sua filha a fazer ressuscitação cardiopulmonar na pedestre, mas nada funciona. O casal começa uma busca eletrizante para tentar chegar até ela antes que a polícia apareça na cena, o que acaba despertando discordâncias na família.

O estilo do diretor Babak Anvari é meio estranho, e ele já mostrou que gosta de brincar com as diferentes facetas que lhe permitem fazer com os roteiros, de modo que aqui ele ampliou isso para algo mais complexo, porém com um custo mínimo, afinal se nem quisesse fazer a ambientação da casa teoricamente pós uma discussão na abertura do filme, não precisaria, podendo ficar somente nos diálogos dentro do carro, pois ali que a situação ocorre e a dinâmica se desenvolve (ou quase), pois a trama acaba sendo meio que ambígua, deixando margens para se pensar em várias situações, tendo eu uma opinião pós-fechamento, de que temos envolvidos aparecendo em cena, mas isso pode ser um spoiler ou uma ideia completamente maluca apenas, então vale cada um ver e tirar a sua, pois nesse sentido o diretor foi bem amplo e soube construir bem a amarração de seu filme.

É até meio estranho falar das atuações, pois os protagonistas passaram 75 dos 80 minutos do filme sentados dentro de um carro, apenas conversando com a filha e entre eles pelo telefone, então vemos claro os trejeitos e dinâmicas de cada um de acordo com o roteiro, e posso dizer que Rosamund Pike e Matthew Rhys foram bem no que tinham para entregar, sem ir muito além, mas sabendo ser intensos de postura com seus personagens, então acertaram e só.

Visualmente é ainda mais engraçado de falar, pois como já disse nem precisariam ter tido o trabalho de fazer a casa bagunçada após uma discussão durante um jantar, mas fizeram, e o restante do longa temos dois personagens dentro de um carro, a tela do GPS e a tela do celular mostrando algumas ligações e a foto da filha, e só, tendo no final uma cena de crime, mas indiferente também, ou seja, é o básico do básico que se quiserem transportar para o teatro até é possível.

Enfim, é um filme denso que particularmente gostei bem do estilo, pois mesmo não sendo fã de tramas que fazem pensar nas diversas possibilidades, aqui a entrega funcionou bastante, mas sei que não é um filme para muitos, então fica a ressalva de que vale assistir sabendo que não será dado muita coisa de mão beijada, então é por sua conta e risco. E é isso meus amigos, ao menos salvou a noite após um jogo bem mais ou menos da Copa do Mundo, e eu volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Hit Para Dois (Power Ballad)

6/13/2026 02:51:00 AM |

Ainda estou assimilando em qual estilo classificaria o longa "Hit Para Dois", pois não é um romance, não é um drama, não é uma comédia, e nem daria para classificar como musical embora tenha muitas canções, mas é algo sobre música e direitos autorais após uma bebedeira, de modo que acaba sendo aquele meio do caminho que você até acaba curtindo pela boa entrega dos personagens e algumas dinâmicas na tela, mas ao final fica essa dúvida do que realmente acabou assistindo. Isso claro sem falar na canção tema que perdi as contas de quantas vezes é tocada/cantada na tela, sendo daquelas totalmente chiclete que ficarão na nossa cabeça por um bom tempo. Ou seja, é um filme bacana de certa forma, que entretém como um bom passatempo, mas que tirando a canção, talvez amanhã nem lembrarei direito do que assisti, e isso é uma pena.

Na trama, conhecemos Rick Power, um compositor que sempre sonhou ser levado a sério enquanto artista, mas quis o destino que ele trabalhasse como o vocalista de uma banda de casamentos. Em um dos seus shows, ele conhece Danny Wilson, um antigo astro pop adolescente que, à sua maneira, também tenta encontrar sua voz enquanto músico solo. Neste encontro inesperado, entre uma cerveja e outra, Rick apresenta uma de suas composições para o novo amigo. O que ele não esperava era que Danny faria da sua música um hit global, com um pequeno porém: sem dar para ele nenhum crédito. Rick, então, sai em uma jornada em busca de reconhecimento, sem perceber que pode acabar perdendo tudo o que realmente importa na vida.

O diretor e roteirista John Carney é conhecido por trabalhar sempre com tramas musicais, sendo esse seu estilo próprio aonde ele consegue dimensionar muitas coisas, e aqui ele brincou com duas essências bem marcantes que são as mudanças de carreira para família, aonde alguns bons compositores e cantores acabam abdicando de seus talentos, e também botou em pauta o famoso "roubar" ideias e usar como sendo suas, de modo que ao juntar isso acabou dando uma boa liga, sendo interessante a busca do protagonista por uma verdade, quanto do outro em estourar após sua mudança, e isso deu um ar dramático com uma comicidade legal de ver, mas que na essência geral acabou ficando daqueles filmes que pretendiam ir para um lado e acabou não indo para lado algum, sendo bacana por tudo, mas talvez com mais dinâmicas dos atos finais impactaria mais e teria mais vivência na tela.

Quanto das atuações, não é nem a personagem principal, aliás aqui aparece acho que em duas ou três cenas, e tivemos Havana Rose Liu, sim, a moça do primeiro filme que vi hoje, mas aqui assisti legendado, e era outra atriz, vi alguém completamente diferente na tela, e não era pelo personagem ser diferente, mas a voz, a entonação, tudo, ou seja, sou completamente contra dublagem em filmes com pessoas, e sempre vou continuar assim, e dito tudo isso, vamos aos principais, pois não sabia que Paul Rudd cantava, e aqui ele entregou um Rick com tanta personalidade de palco que até me convenceu bastante que já foi cantor profissional com banda e tudo, pois teve pegada com os instrumentos, teve dinâmicas marcantes e soube chamar bastante o filme para si, ou seja, protagonizou mesmo. Já pelo outro lado, alguém precisava dizer pro Nick Jonas que ele não é ator, só estava no filme para cantar, pois os atos dele tentando fazer caras e bocas com seu Danny foi de uma tristeza imensa, ou seja, não tem tino nenhum para atuação, mas cantou bem e fez suas performances musicais, e tudo certo. Quanto aos demais, vale claro dar o destaque Peter McDonald com seu Sandy bem malucão, que entrou na onda e conseguiu chamar muitos atos para si, sem claro passar por cima dos protagonistas, e assim acabou agradando com o que fez.

Visualmente o longa mostrou boas festas de casamento, mas foram bem espertos ao gravar em ambientes bem pequenos, não sendo festas com muitos personagens, inclusive se duvidar em todas as festas eram os mesmos figurantes mudando só os noivos e noivas, mas nada contra, e também foram bem sagazes em gravar vários shows e exibições de Nick Jonas, de modo que com isso ganharam muito para a produção sem onerar o orçamento, mas ainda tivemos a casa dos protagonistas, aonde a comparação vai bem grandiosa com os estúdios simples de Rick versus o gigantesco aquário de Danny, e assim a equipe de arte ao menos soube usar seus recursos e ambientar bem tudo.

Enfim, é um passatempo simples legalzinho de curtir, desde que não espere muita coisa, então fica como dica para algo musical, e quem não gosta de músicas chiclete é melhor nem passar na porta do cinema, senão a chance de ficar cantarolando por horas depois é bem alta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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O Afinador (Tuner)

6/12/2026 08:34:00 PM |

É interessante como uma doença pode acabar dando um dom para uma pessoa, pois a dinâmica do longa "O Afinador" brinca com essa pegada, afinal o jovem tem problema com sons, é isso acaba levando ele para a afinação aguçada de pianos, e também levando ele para o lado criminal, já que consegue escutar os encaixes dos cofres, e com isso a essência é desenvolvida na tela. Claro que fui bem sintético com esse começo, principalmente pelo simples motivo que o longa se entrega muito fácil na tela, e quem já viu muitos filmes do estilo vai pegar exatamente aonde o longa irá levar, o que acaba sendo uma falha, mas ainda assim temos um romance interessante junto de um filme criminal, e assim o resultado funciona com dinâmicas intensas, e até funciona bem.

O longa nos apresenta Niki, um afinador de pianos talentoso treinado por Harry. Sua audição excepcional chama a atenção de criminosos. Essa habilidade rara não só o ajuda a trabalhar com instrumentos de alto padrão, como pianos Steinway, mas também a abrir cofres com precisão. Ao longo do caminho, Niki conhece Ruthie, uma estudante de composição, e os dois criam uma conexão inesperada. Porém, sua vida dupla como arrombador começa a ameaçar o relacionamento, enquanto ele se envolve em situações cada vez mais perigosas.

Um dos problemas do longa seja talvez a direção de Daniel Roher, pois é um estreante em longas ficcionais, mas sendo ganhador de um Oscar por um documentário, acabaram investindo bem nele, pois temos aqui uma produção até que grandiosa para um drama simples, aonde a história em si tem pegadas novas, mas também uma essência clara que já vimos outras vezes, e assim o que faltou para o diretor foi inovar nas criações para que o filme não entregasse um fechamento tão óbvio. Ou seja, diria que a escolha do diretor para uma primeira ficção foi boa, mas faltou para ele saber ocultar melhor a resolução, pois sem dar spoilers, acredito que qualquer um vai ver o acontecimento e saberá o que vai rolar mais para frente, só ficando esperando para ver o como, e sendo assim posso dizer que faltou bagagem para melhorar isso e fazer do filme algo mais impressionante.

Quanto das atuações, infelizmente o longa só chegou dublado aqui na cidade, é isso pesou bastante nas vozes e entonações dos personagens, sendo a voz da garota algo que não condiz em nada com a atriz, mas tirando esse detalhe, diria que Leo Woodall foi bem colocado nos momentos de seu Niki, tendo um carisma e um carinho bem gostoso de ver com seu mentor, fazendo bons trejeitos nos atos de arrombamento dos cofres e conseguindo ter uma boa dinâmica em tudo o que faz, ou seja, caiu bem para o papel. Falando do mentor do rapaz, Dustin Hoffmann teve poucos atos, mas bem colocados na tela, sendo gracioso com a pegada escolhida e brincando bastante com o texto de seu Harry. Já Havana Rose Liu como disse me incomodou demais a voz colocada nela, mas a jovem soube fazer de sua Ruthie uma pianista exemplar com movimentos bem intensos e marcantes. Quanto aos demais ladrões, vale dar o destaque apenas para Lior Raz com seu Uri bem imponente e perspicaz para convencer o jovem, mas os demais foram apenas bobões de enfeite.

Visualmente o longa passeou por mansões e estúdios musicais, tendo pianos mais chamativos e bonitos de todos os estilos, e também cofres mais variados possíveis na tela, ainda tendo concertos e dinâmicas intensas de roubos, mas sem precisar explosões cênicas, tudo isso com o jovem andando bastante com sua van e usando seus tampões de ouvido, além claro de algumas cenas bem colocadas em um hospital.

Enfim, é um longa bacana que funciona bem na tela, mas que poderia ter ido bem mais além com pouquíssimas mudanças, e claro que também se tivesse visto ele na versão original as vozes não teriam me incomodado tanto, é sendo assim recomendo ele com essas ressalvas. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje vou encarar mais um longa envolvendo música, então abraços e até daqui a pouco.



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Dia D (Disclosure Day)

6/12/2026 12:43:00 AM |

Confesso que não sei como minhas expectativas para "Dia D" não estava nas alturas, pois de todos os lados se ouvia que era o novo clássico de Spielberg, que era perfeito em todos os sentidos, que a atuação da protagonista tava em nível máximo, e eu aqui pleno só esperando a data para conferir sem querer surtar. E eis que chegou o dia de conferir, e foi a melhor coisa que fiz, pois não indo com a expectativa tão gigantesca, posso afirmar que o filme é tudo isso que foi falado, sendo daqueles que certamente iremos lembrar muitas vezes em nossas vidas, e que tendo tantas camadas na tela, se assistirmos outra vez conseguiremos cada vez pegar um algo a mais, pois a trama traz referências e essências de praticamente todos os filmes do diretor, e sem forçar a barra consegue fluir bem na tela durante toda a exibição. Claro que como somos bem chatos, daria para cortar uns 15 a 25 minutos com uma certa facilidade para ficar ainda mais redondo na tela, mas como não tem barrigas (ou a famosa enrolação), o resultado acaba sendo difícil de cortar, então vamos aceitar que os 145 minutos passam bem rápido, e o final faz o cinema inteiro xingar o diretor, mas com classe, pois ele é um senhorzinho genial.

O filme acompanha Daniel Keller, ex-hacker que trabalhou para a WARDEX, uma poderosa organização privada responsável por ocultar, há décadas, evidências da existência de vida fora da Terra. Quando descobre experiências cruéis realizadas contra seres extraterrestres capturados, ele se torna uma ameaça para Noah Scanlon, dirigente da empresa e guardião desses segredos. Paralelamente, a meteorologista Margaret Fairchild entra nessa conspiração que pode culminar na revelação definitiva da verdade para os oito bilhões de habitantes do planeta.

Disse algumas vezes que prefiro muito mais Steven Spielberg como produtor do que como diretor, pois ele sabe investir bem seu dinheiro para que alguns filmes se tornem icônicos, mas ultimamente suas direções tinham ficado tão repetitivas que parecia não mostrar seu real potencial, então eis que aqui ele voltou a trabalhar com o que mais gosta que são histórias envolvendo seres não terrestres, e posso dizer com muita certeza que mesmo sendo uma ficção criada por ele e pelo roteirista David Koepp, muita coisa mostrada na tela tem uma pontinha talvez de realidade (ou não, vai saber!), de modo que ele brincou com facetas de grandes grupos paralelos, trabalhou formatações da mídia, e principalmente como talvez tecnologias alienígenas poderiam ser usadas para manipulações, ou seja, cutucou bastante gente com uma entrega bem feita e chamativa. Claro que aqui ele uniu muitas coisas em um filme só, e diria até que no miolo tudo acaba se embolando um pouco, porém quando o desfecho passa a rolar, a dinâmica impacta na simplicidade cênica, e ali o resultado marca com força.

Quanto das atuações, já tinha visto boas interpretações de Emily Blunt, mas aqui sua Margaret foi algo completamente fora do comum, tendo trejeitos, dinâmicas, intensidades cênicas e tudo mais que um curso de atuação possa ensinar durante seus atos, mas na cena que tem um ataque de pânico, ali acredito que seu nome começou a ser escrito nos troféus das premiações. Josh O' Connor também entregou bons momentos com seu Daniel Keller, sendo bem impulsivo em alguns atos, e forçando um pouco a barra em outros (a cena dele correndo em direção aos carros dos agentes e ninguém ouvindo e/ou vendo ele foi algo meio exagerado), mas ainda assim conseguiu convencer com expressões tudo o que estava acontecendo, e essa sensação foi bem passada na tela, mostrando um bom acerto do ator. Colin Firth está tão diferente na tela com seu Noah Scanlon que não tinha reconhecido ele, e alguns atos seus foram bem fortes de acompanhar, tendo um impacto bem direcionado nos demais personagens, porém seus atos finais foram um pouco fora do padrão que construiu na tela, sendo algo que talvez não encaixasse tanto, mas isso provém do roteiro, então diria que ao menos nos trejeitos foi muito bem. Outro que vem me ganhando faz tempo com suas atuações é Colman Domingo, e aqui seu Hugo teve um ar bem impositivo marcante, aonde a essência expressiva foi marcada principalmente por alguém sereno e não forçado, e assim acabou agradando bastante em suas cenas. Ainda tivemos outros bons personagens, mas a maioria apenas fazendo as conexões, valendo claro dar o destaque para Eve Hewson com sua Jane bem intensa e determinada nos atos principais, sendo marcante com o que tinha para entregar na tela.

Outro ponto bem interessante ficou a cargo da equipe de arte, que tendo espaços bem amplos nas cenas de perseguição por estradas e ruas, também foi sutil nos encontros com animais, tendo ambientes mistos entre o rural com a cidade, e principalmente trabalhando nos atos finais com toda a dinâmica dos jornais ao vivo, com os devidos cortes, transmissões e retransmissões, tendo ainda atos com todos os aparatos alienígenas necessitando de toda uma equipe médica para que a frequência cardíaca não explodisse, tivemos carros dos agentes bem colocados, e muitas dinâmicas explosivas, ou seja, um pacote completo na tela que mostra claro o potencial de produção de Spielberg, brincando com facetas, luzes, cores e tudo mais para criar seus devidos momentos, e claro que também não quiseram inventar moda ao mostrar os seres de outros planetas, usando da velha e tradicional formatação humanoide com cabeça grande.

A trilha clássica de John Williams, parceiro de longa data de Spielberg não ficou falsa, não ficou redundante, e principalmente não ficou repetitiva, sendo usada na medida para que cada momento e tensão crescesse na tela, de modo que até o silêncio em alguns atos foram perfeitos, e fizeram com que o público na sala do cinema parasse para ouvir o longa, ou seja, perfeição.

Enfim, certamente o longa estará nos meus melhores desse ano, mas que mesmo achando tudo tão perfeito não darei a nota máxima, pois sinto que faltou a emoção em me fazer querer explodir a cabeça com tudo o que estava sendo mostrado, e também por algumas cenas soarem falsas, mas ainda assim é incrível e vale a pena demais a conferida, então fica a dica para todos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - As Cores do Mal: Preto (Kolory zla. Czern) (Colors of Evil: Black)

6/11/2026 01:02:00 AM |

Primeiramente já fiquei meio que irritado ao descobrir que a saga polonesa, "As Cores do Mal", são cinco livros, ou seja, se a dona Netflix quiser, terá ainda mais três longas para fazer, e diria que diferente do primeiro filme "Vermelho" que consegue prender com algo intenso e ter uma reviravolta chocante e intensa, o longa agora denominado "Preto" tem a principal falha em não impactar tanto e meio que jogar para um lado de fora quase da investigação. Ou seja, vemos um filme que trabalha sim com algo complexo que são os abusos de crianças ocultados pela igreja e pelo próprio poder jurídico de uma cidade pequena, mas que talvez pudesse ter se aprofundado na história que é mostrada no fechamento, pois tudo é circulado para depois ir para um rumo quase que totalmente não explorado, e assim ficou parecendo que o diretor quis acabar com a história e acelerou tudo. Claro que passa bem longe de ser algo ruim, mas foi uma escolha que dava para impactar muito mais na tela.

O promotor Leopold Bilski se muda para uma pequena cidade na Polônia e começa a investigar o misterioso desaparecimento de um menino enquanto a mãe dele acompanha o caso de perto. Ao ficar sabendo sobre uma lenda local que envolve o sumiço de várias crianças da região, ele decide pesquisar mais e entende que precisa correr contra o tempo para desvendar essas conexões inusitadas que ele acredita que podem ser crimes.

É interessante que o diretor Adrian Panek não demonstrou aqui o mesmo estilo que teve no longa de 2024, pois lá ele criou uma atmosfera bem ampla de suspense e foi desenvolvendo tudo conforme a intensidade era criada, e aqui ele deixou seu filme bem mais calmo, sendo direcionado pela investigação em si e colocando cada detalhe para que a trama fluísse na tela, e isso deixou o longa com uma cara mais puxada para o drama policial do que para o suspense em si. Ou seja, faltou pegada para que a trama impactasse mais, o que demonstra um exagero do diretor em achar que podia maneirar ou talvez esse livro seja mais calmo que o primeiro, mas isso só quem leu para dizer, então vou ficar com a primeira opção, e torcer que caso ele continue nas próximas adaptações que volte para o estilão que mostrou no primeiro filme.

Quanto das atuações, já tinha dito no primeiro filme que Jakub Gierszał tem um estilo policial diferenciado para que seu promotor Leopold não seja daqueles brucutus ou então daqueles sabe-tudo, e aqui ele foi ainda mais calmo que no primeiro filme, tendo um ar pleno e estiloso para que cada momento fosse bem encaixado, até mesmo no momento do sumiço da filha, ou seja, o personagem tem seu formato ditado na tela, e acredito que não devam mudar mais ele se houver continuações. Agora por um momento achei que Marianna Zydek fosse nos enganar por completo e sua Julia virar suspeita número um, pois a atriz deu um tom muito estranho para a personagem, e mesmo tendo desenvolvido suas atitudes na tela, ainda não me convenceu por completo. Um problema meio que grande do filme é que tivemos um excesso de personagens na tela, e a maioria tentaram desenvolver a base para além do comum, talvez para que criássemos suspeitos na nossa cabeça, e com isso os atores todos pareceram meio que estranhos com suas entregas, não valendo chamar destaque para praticamente mais ninguém.

Visualmente o longa também tem um problemão, é um filme muito claro para um suspense, sendo até mesmo as cenas no meio de uma floresta com muita iluminação, não tendo a tensão nos ambientes, sendo a maioria das cenas na delegacia, outras num restaurante, em uma festa grandiosa e até na igreja tudo é bonito de ver, ou seja, faltou um peso dramático para que o pessoal se impactasse com os elementos, e quando o caso vai mostrar o criminoso que aí entra a sujeira e as coisas estranhas mesmo é que impacta, aí já acaba o filme.

Enfim, é um filme que fui conferir esperando muito mais dele, principalmente por ter gostado do primeiro longa mesmo com os defeitos que tinham, porém vale o play para talvez contextualizar para o próximo e também como um passatempo para quem gosta de tramas policiais, desde que não espere muito. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Amor Apocalipse (Amour Apocalypse) (Peak Everything)

6/09/2026 11:44:00 PM |

Um gênero que raramente se vê coisas muito diferentes do usual é a comédia romântica, pois como disse no texto do filme de ontem, a grande base do estilo são seus clichês tradicionais, e por vezes algum diretor ousa inserir alguma pitada ali, outra acolá, mas criar uma base tão fora do normal é raro. E hoje vendo o longa "Amor Apocalipse", que estreia na próxima quinta (11/06), fiquei com muita coisa na cabeça pensando para decidir se gostei ou não do que vi na tela, pois foi uma mistura tão arriscada com ansiedade, catástrofes climáticas, adoção, fora a base romântica e alguns diálogos pouco habituais, que ao final você fica pensando será que compreendi toda a essência, ou será que o longa tinha algo a mais, mas ainda assim o resultado ficou interessante, e acaba sendo uma proposta meio que diferente de romance para o Dia dos Namorados, pois certamente alguém já pensou em ter um caso com alguém do outro lado do telefone, e que sua ansiedade por notícias ruins podem mudar tudo na sua vida.

No longa, o hipersensível Adam está à beira da depressão e resolve encomendar uma lâmpada solar terapêutica para aliviar sua ecoansiedade. Em contato com o suporte técnico do fornecedor da lâmpada, ele conhece Tina, uma mulher radiante, cuja voz dissipa suas angústias. O encontro provoca uma explosão de sentimentos que nem o fim do mundo é capaz de conter.

Olhando a filmografia da diretora e roteirista Anne Émond não lembro de ter visto nenhum de seus exemplares, porém aqui já deu para perceber que ela tem essa pegada mais ampla de não querer apenas o básico, e isso ao mesmo tempo que soou bem original, também entregou dinâmicas estranhas, afinal como o próprio título anuncia, vemos algo próximo do apocalipse, tendo chuvas monstruosas, terremotos e até bolas de fogo no céu, mas sendo colocado meio que em segundo plano, ou seja, ela não quis entregar se a loucura é real ou imaginária do protagonista, sendo apenas uma paranoia, e isso acabou ficando bagunçado em alguns momentos. Claro que a ideia sendo ampla, o resultado também brincou bastante com a essência em si, e assim sendo o filme mostrou potencial para ir até mais além, que a diretora segurou um pouco.

Quanto das atuações, é engraçado que acabamos nos conectando fácil ao personagem Adam que Patrick Hivon entrega perfeitamente, pois que o mundo anda maluco sabemos bem, que muitos precisam de remédios para conseguir dormir mais ainda, mas ele entrega essas dinâmicas sem fazer o surtado tradicional, pois facilmente alguns atores entregariam ele como um maluco completo, e aqui ele deu essas nuances para um rumo mais chamativo e centrado, que acabou sendo bacana de ver. Já Piper Perabo fez sua Tina um pouco presa demais, que claro é mostrado como uma mãe, casada e tudo mais que tem um novo ser apaixonado por ela, mas em situações normais dos romances ela se entregaria de vez, ou já queimaria o cara pra largar do seu pé, e aqui ficou quase um romance secundário, ou seja, faltou melhorar um pouco a entrega da atriz, fora alguns atos mais expansivos que não combinaram com a essência total. Quanto aos demais personagens, a maioria não entrega muito na tela, sendo até estranhos demais na maioria dos momentos, então melhor não entrar em detalhes.

Visualmente a equipe entregou uma casa simples do protagonista, mostrando praticamente só o quarto dele, uma mesa aonde põe a lâmpada terapêutica, tendo alguns momentos com medicamentos, outros com óculos de sol, e claro o telefone que fala com a garota, tivemos o canil com vários cachorros de diferentes raças e tamanhos, alguns atos na neve da mente do personagem, e outras cenas também na casa da protagonista, e num centro social após um desastre; e falando em desastres, a equipe de efeitos especiais trabalhou até que bem com árvores entrando dentro da casa, muita chuva forte, entre outros detalhes.

Enfim, é um filme bem diferente do estilo, que alguns talvez vão adorar e outros vão achar fora da casinha demais, mas ainda assim tem seu sentido bem colocado, e faz o alerta para não surtarmos tanto com tudo, afinal pode ter uma luz do outro lado da linha telefônica. E é isso meus amigos, fica a dica para conferirem em cinemas selecionados à partir de quinta (11/06), e eu fico por aqui agradecendo o pessoal da Synapse Distribution e da AtomicaLab Assessoria pela cabine, então abraços e até amanhã com mais dicas.


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Eu & Você Na Toscana (You, Me & Tuscany)

6/09/2026 12:43:00 AM |

Confesso que o dia que vi o trailer de "Eu & Você Na Toscana" fiz desdém de mais um filme romântico cheio de clichês, mas pensando bem, qual filme romântico não é feito dessa forma? E hoje conferindo o longa posso dizer que gostei bastante do que vi, pois mesmo sendo bem tradicional com tudo, tendo os clichês inseridos da mesma forma, o resultado acaba sendo leve e gostoso na medida certa para envolver os mais românticos, trazendo uma pegada interessante das facetas de até onde a mentira pode ser sustentada, juntando com a pegada da famosa família bonita, que aliado à boas comidas italianas, vinhos e tudo mais, acaba dando o formato perfeito para quem gosta do estilo. Ou seja, estreando no dia 11/06 nos cinemas com toda certeza vai ser um bom nome para quem for curtir um cineminha no dia dos namorados, pois o longa é gostoso de assistir e não força "tanto" a barra.

O longa acompanha a cômica história de Anna e dos diferentes mal-entendidos que a levam até uma linda e luxuosa propriedade na Itália para descobrir o amor. Anna abandonou o sonho de se tornar chef de cozinha e, agora, vaga pela vida acumulando escolhas equivocadas. Durante uma saída casual, depois de ter perdido seu emprego como cuidadora de casas e, por consequência, sua moradia, ela conhece um charmoso e rico italiano chamado Matteo que confidencia a ela que sua família tem uma imensa casa vazia na Toscana. A conversa a inspira a viajar para a Itália, mas não só isso: Anna decide passar uma noite na deslumbrante e vazia mansão de Mateo, indo até mesmo contra os conselhos de sua sincera melhor amiga Claire. Os planos de Anna, porém, vão por água abaixo quando a mãe de Matteo surge na propriedade de surpresa. Em pânico, Anna acaba se enrolando numa mentira: ela deixa todos acreditarem que ela é a mais nova noiva de Matteo. A pequena mentira se transforma numa confusão maior ainda quando o primo de Matteo, Michael, surge e desperta um sentimento em Anna.

Diria que a diretora Kat Coiro (que aparece bastante nas cenas dos créditos desejando o protagonista ao máximo) soube aproveitar tudo o que o roteiro e o ambiente lhe deu, pois é daqueles filmes que não sentimos a mão presente da direção, mas sim uma desenvoltura em cima da produção que tinha toda uma vinícola, restaurantes e o ambiente belo da Toscana para se desenvolver, deixando que os carismáticos protagonistas fizessem seus ares de sedução em meio a comicidade dos diálogos espalhafatosos dos italianos da equipe. Ou seja, é o famoso filme que a diretora teve tudo de mão beijada e soube brincar, aonde vemos claramente todos os clichês, reviravoltas e dinâmicas características das comédias românticas, mas que felizmente não atrapalharam a essência, pois o lado gostoso desse estilo é realmente ter tudo isso.

Quanto das atuações, posso dizer que os protagonistas tiveram uma ótima química, tanto que se história  fosse levar para outro rumo provavelmente o público reclamaria aos montes, e dito isso, não sou o maior fã do estilo de atuação de Halle Bailey, porém sua Anna foi bem cheia de nuances e conseguiu convencer da situação toda, sendo bem colocada na tela, mesmo tendo alguns momentos que parecia esquecida de lado, e isso é uma falha bem grande. Já Regé-Jean Page trabalhou seu Michael com uma imposição de galã em nível máximo, aparecendo sem camisa para ganhar a mulherada e tendo um ar sensual bem marcante do começo ao fim, além de estilo para que seu personagem tivesse um peso maior na tela, ou seja, fez muito bem o que tinha de fazer. Quem também pareceu um pouco deslocado nas cenas da Itália foi Lorenzo de Moor com seu Matteo, de modo que o carismático empresário que vemos nas cenas do começo em Nova York acabou sumindo depois, tendo um estilo meio que fechado para as dinâmicas que precisava fazer, não chamando a atenção que precisava. E falando na turma italiana, vale claro o destaque para Marco Calvani como o carismático motorista de um carrinho minúsculo, que acabou virando fã da história da protagonista, e também a expressiva irmã dos protagonistas vivida por Stella Pecollo, mas todos tentaram ao menos encaixar bons atos.

Visualmente tivemos um vinhedo maravilhoso com a loja cheia de vinhos e degustações bem trabalhadas, tivemos o restaurante fazendo comidas tão belas que cheguei até salivar de cores e aparentemente aromas incríveis, tivemos uma pequena vila e casarões com mesas fartas e tudo para dar um requinte bem colocado, além de figurinos, carros pequenos e outros imponentes e até uma competição de barris meio desnecessária, mas que ao menos divertiu rapidamente. Ou seja, um trabalho que chama atenção, além de um céu belíssimo para dar os devidos tons que a fotografia pedia.

Enfim, não é daqueles filmes que você vai falar "nossa, foi o melhor romance que já vi na vida", mas felizmente passa bem longe da bomba que imaginei que seria quando vi o trailer a primeira vez, sendo gostoso de acompanhar e com momentos bem interessantes, divertidos e que fazem valer o tempo de tela. E sendo assim, digo que recomendo para quem gosta do estilo, pois quem não for fã só vai achar as falhas comuns do estilo, e isso estraga a experiência. E é isso meus amigos, fica então a dica para conferir nos cinemas a partir de quinta (11/06) e eu fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Imagem Filmes e da Sinny Assessoria pela cabine de imprensa, então abraços e até amanhã com mais dicas.


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Netflix - A Desconhecida (La desconocida) (The Marked Woman)

6/07/2026 10:26:00 PM |

Costumo dizer que gosto muito de suspenses, mas o que gosto mesmo são de filmes com reviravoltas que me surpreenda, pois do contrário o resultado acaba ficando apenas morno na tela, faltando o famoso impacto para que seja lembrado depois como um filmão realmente. E hoje queria muito um filme que me trouxesse um impacto interessante, mas desisti de caçar e parei no longa "A Desconhecida" da Netflix, que até tem uma boa pegada de suspense, mas entrega tudo com uma facilidade, que acaba não indo muito além na tela. Não estou dizendo que seja um filme ruim, pois até tem bons momentos na tela, mas faltou trabalhar um algo a mais para que os personagens impactassem na tela, e levasse o público a desejar mais da investigação, o que acaba não ocorrendo.

O longa acompanha a investigação de um caso liderado pela detetive Anna Ripoll, após a descoberta de uma mulher, amordaçada e amarrada, dentro de um contêiner no porto de Barcelona, ​​incapaz de se lembrar de quem é ou como chegou lá. Anna, juntamente com o policial Quique Zárate, embarca numa corrida contra o tempo para descobrir a identidade da mulher desconhecida e os segredos ocultos em sua memória.

Diria que o diretor Gabe Ibáñez foi bem sucinto com o que desejava entregar, e isso em um suspense é o maior erro possível, pois você deve deixar a história fluir sozinha, e deixar que o mistério em si seja desenvolvido, e aqui ele já foi entregando tudo muito antes da hora, não deixando que o público visse ou se surpreendesse com cada situação. Ou seja, acabou rolando na tela daqueles filmes que você não fica esperando as coisas acontecerem, pois elas já acontecem sozinhas bem antes de tudo, e isso acabou pesando na mão do diretor. Claro que não é um filme que dava para causar tanto, mas ainda assim dava para impactar mais com poucos ajustes.

Quanto das atuações, senti que faltou desenvolver um pouco mais a personagem de Anna Ripoll para o que Candela Peña entregou na tela, pois ok o lance de ter perdido o irmão com um suicídio, mas a atriz e a personagem tinham algo a mais para contar, ficando meio que subjetivo demais para algo que geraria talvez alguns frutos na tela, mas tirando esse detalhe, a atriz foi bem no estilo e chamou muito o filme para si. Ana Rujas trabalhou sua desconhecida com traquejos realmente de quem perde a memória e fica misteriosa para tudo, sendo até bem bacana suas cenas de lutas junto da entrega que faz, ou seja, trabalhou bem para que suas expressões fossem reais dentro do que o filme pedia. Já Pol López fez seu Zárate um pouco impulsivo demais, de modo que demorou para que o público conseguisse se conectar com ele, mas o ator foi tão bom, que mesmo ele não sendo um policial "bonzinho" acabou conquistando com sua entrega. Quanto aos demais, a maioria ficou meio que jogado na tela, e até mesmo os "vilões" não encantaram, valendo um leve destaque para Carlos Troya com seu Enric trabalhando como um bom parceiro para a protagonista.

Visualmente o longa teve alguns atos interessantes, principalmente para o clima dentro dos containers, mostrando ali atos de tortura e também dos transportes de tráfico de pessoas, tivemos alguns momentos em hotéis mais escondidos de uma Barcelona bem diferente da maioria dos filmes, cenas nos portos com um iate simples, mas bem colocado, e até uma loja de flores de fachada, mas o que mais chegou a surpreender foi o tamanho da delegacia de investigações, com uma tonelada de policiais e a jovem podendo andar tranquilamente por lá, ficando um pouco meio fora de contexto.

Enfim, foi um bom passatempo para o domingo, mas para quem desejava algo bem mais imponente na tela, com um suspense mesmo que impactasse, o resultado acabou ficando mediano demais, ou seja, não é ruim, mas não vá conferir esperando algo cheio de mistérios, que não vai rolar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Netflix - Risa e o Telefone do Vento (Risa y la Cabina del Viento) (Risa and the Wind Phone)

6/06/2026 01:27:00 AM |

Se tem algo que me deixa bem feliz é pegar um filme aleatório ao abrir a plataforma de streaming, geralmente quando a abro pensando em dar play em algum outro que vi a propaganda, e acertar a mão, ser daqueles que você quer e precisa ver no momento certo, e hoje nem ia ver nada, pois já tava tarde, o dia foi pesado, mas algo me apeteceu ao ver na Netflix, "Risa e o Telefone do Vento", pois parecia algo que estava me chamando para dar o play, e sem saber nada dele arrisquei. E por incrível que pareça o longa é bem disso, de um telefone sem fios nem nada, que passa a tocar de madrugada e apenas uma garotinha escota o barulho, e ao atender passa a ter conexões com o outro lado da vida, com pessoas que morreram num incêndio na cidade e querem passar suas mensagens para seus familiares, isso tudo além dela querer saber mais sobre seu pai que também morreu no incêndio segundo sua mãe. Ou seja, é um filme direto, sem muitos vértices, mas que acaba sendo amplo pela conexão da garota com o vizinho maltrapilho que passa a cuidar dela enquanto a mãe trabalha, os pedidos e conexões que a jovem faz com as pessoas que vai dar os recados, e sendo sutil e bem bonito de acompanhar, a obra argentina mostra que não precisa enfeitar muito o doce para que ele seja saboroso, basta entregar aquilo que esperam dele, e assim foi esse longa, ao menos para mim, pois me chamou assim como o telefone chama a garotinha, e me encantou.

A sinopse é simples e direta nos contando que após perder o pai em um incêndio trágico, Risa, de 10 anos, descobre um telefone público abandonado que lhe permite falar com os mortos. Cada um deles tem um desejo, um pedido, algo a resolver. Se Risa os ajudar com seus assuntos inacabados no mundo dos vivos, eles permitirão que ela realize seu desejo impossível: falar com o pai uma última vez.

O diretor Juan Cabral soube criar uma trama tão leve e cheia de nuances que o filme tinha daqueles textos que poderia dar muito errado na tela e ficar pesado e até seco demais, mas abrilhantou ele para que ficasse com uma sensibilidade bem encaixada e brincasse com o evento para um lado que não chega a ser uma conexão de amizade em si, mas algo maior e mais humano entre os protagonistas e suas dinâmicas, de modo que sabemos o quanto o povo latino tem uma conexão maior com a morte e seus conflitos, que alegoricamente funciona muito bem em todos os sentidos, e aqui acabou sendo agradável e gostoso de ver. Claro que tivemos alguns momentos que ele até tentou forçar o choro do público, e já disse isso algumas vezes que é o famoso golpe baixo, pois várias tramas conseguem fazer isso sem precisar de apelo, mas como não é algo errado, o resultado acaba funcionando bastante, mostrando que é um diretor que temos de ficar de olho com o que ainda pode entregar.

Quanto das atuações, num primeiro momento não tinha chegado a me conectar com Elena Romero, pois parecia seca demais em relação a tudo o que tinha para vivenciar, porém foi se soltando tão rapidamente que sua Risa acaba nos abraçando dentro de sua síntese, sendo simples e com boas nuances para emocionar e agradar, de modo que talvez precise ainda melhorar algumas intensidades de olhares, mas tem futuro. Agora Diego Peretti entrou com seu Esteban em cena parecendo não dar nada para o filme, porém foi se desenvolvendo dando tantas nuances para seu personagem, que só vai impactando mais, ao ponto que sua cena no chão da casa é algo tão brilhante que marca e mostra que o ator é daqueles que vai voar demais ainda. Ainda tivemos outros personagens como o garotinho Manuel da Silva com seu Milo também bem emocional na dinâmica, entre outros que foram se conectando com a garotinha, valendo um leve destaque para a mãe vivida por Cazzu, mas nada que impactasse realmente para as dinâmicas completas do filme.

Visualmente o longa teve uma formatação bem bonita de acompanhar, mostrando uma cidade quase que abandonada na tela, com poucas casas, algumas destruídas ainda, a casa da protagonista bem simples, a do vizinho ainda mais degradada, e claro o morro com a cabine solitária, sem fios e tudo mais, mas acompanhada de uma árvore sobrevivente com a forma da passagem do vendo empurrando os galhos para um lado só deu todo um charme para que os momentos fossem intensos ali, além claro dos diversos atos aonde a garotinha vai em cada casa ou lugar passar as mensagens das famílias contando com elementos e marcações bem chamativas.

Enfim, é um filme que me surpreendeu na essência, que conseguiu me envolver e até emocionar em alguns momentos, sendo interessante pela ideia e bem desenvolvido na tela, valendo a indicação com certeza para todos que gostam do estilo. Então fica a dica e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Todo Mundo em Pânico (Scary Movie)

6/05/2026 10:15:00 AM |

Uma das franquias que nunca fui muito fã é "Todo Mundo Em Pânico" principalmente pelo estilo de humor exagerado e forçado, e também por muitas vezes zoarem alguns filmes que nem tinha visto, porém o trailer desse novo lançamento me chamou a atenção e cá que fui conferir hoje a sessão. Claro que fui esperando ver várias zoeiras possíveis e impossíveis com todos os filmes de terror que tivemos nos últimos anos, e até esperava ver várias esquetes soltas sem rolar um filme linear em si, como costumeiramente ocorre, porém fui surpreendido nesse sentido, pois fizeram algo bem mais conectado, aonde conseguiram desenvolver os vários filmes dentro de uma trama única, aonde alguns casos até me fizeram rir, mas ainda assim bem longe de ser daqueles que você sai impactado com algo imponente. Ou seja, é o filme que quem vai conferir sabe o que vai encontrar, então diria que alguns amigos críticos estão pegando pesado com o longa, pois não sei o que esperavam ver diferente do que acabaram entregando.

O longa se passa 26 anos depois de um quarteto tão especial, formado por Shorty, Ray, Cindy e Brenda, conseguirem fugir de um assassino mascarado já bem conhecido que está louco para capturá-los. Agora, eles estão novamente na mira desse vilão, que fará as maiores zombarias do mundo para tentar pegar eles. Em uma trama repleta de ironia, nenhum remake, prequel, requel, spin-off e sequência estará a salvo. O terror moderno e os clichês atuais do cinema serão impiedosamente ridicularizados nesta comédia hilária e nostálgica.

O diretor Michael Tiddes pode se dizer grande amigo dos Wayans, afinal já dirigiu várias obras deles, começando em 2013 com "Inatividade Paranormal" e depois seguindo com vários outros exemplares, e o estilo dele é o básico sem grandes desenvolturas, aonde aqui priorizou a volta da base principal dos protagonistas originais da saga, então vemos pegadas bem colocadas e divertidas que fazem rir usando o artifício de forçar a barra, mas ainda assim funciona, e como disse no começo a grande sacada foi criar um filme mesmo e não apenas ir jogando as esquetes com as paródias de vários filmes de terror. Ou seja, os roteiristas foram bem criativos para conseguir conectar tudo em uma trama só e o diretor soube brincar bem com isso, fazendo com que o filme funcionasse bem na tela, claro sem deixar de lado as famosas frases e sacadas da franquia, o que acabou agradando de certo modo sem que ficasse fraco de ideias.

Não é um filme aonde tenha que elogiar ou pesar a mão para falar das atuações, pois não é o estilo de filme assim, mas foi bacana ver o elenco completo reunido com Marlon e Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall brincando com seus tradicionais papéis de Shorty, Ray, Cindy e Brenda. E também tivemos a trama toda em cima de Olivia Rose Keegan com sua Sara e Savannah Lee Nassif com sua Waldinha ou Tuesday para ficar melhor na tela. Ou seja, não vou entrar em detalhes, mas cada personagem foi bem usado, não tendo aqueles que fossem apenas jogados na tela, e a grande diversão pro Brasil sem dúvida é a sátira do longa "A Substância" que de dentro da personagem sai alguém que gostamos muito.

Visualmente o longa brincou com as facetas dos vários filmes de terror que trabalharam, desde "Pecadores", "A Substância", "Terrifier", "Michael", "A Hora do Mal", "Premonição", entre vários outros, tendo a grande base claro nas versões de "Pânico" com as casas, ligações e tudo mais, sendo um trabalho bem grande da equipe de arte, mas que conseguiram conectar tudo e claro usar boas referências nos cenários para que reconhecêssemos de cara cada filme, sem precisar ficar explicando o que estavam mostrando, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante.

Enfim, está bem longe de ser algo perfeito, principalmente por ser uma comédia que força o riso, mas ao menos consegue entreter bem, e claro que os fãs da franquia irão amar cada minuto de tela, ou seja, é o famoso filme que mesmo sem grandes técnicas ou textos acaba agradando o público-alvo, então fica a dica para quem for conferir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Mestres do Universo (Masters of the Universe)

6/04/2026 02:24:00 AM |

Assim como a maioria dos meninos dos anos 80/90 tive os bonecos do He-Man (sempre desejando o castelo, mas caro demais, fiquei sem!), assistia aos desenhos e até tive coragem de assistir ao filme com o Dolph Lundgren, mas estava com poucas expectativas para o que veria no novo "Mestres do Universo", principalmente por achar que iriam fazer algo bobo demais, e hoje ao conferir vi sim um exagero gigantesco de piadinhas, mas os desenhos também tinham esse estilão de sacadas irônicas e piadas duplas bem encaixadas, porém souberam trabalhar a trama de um modo tão fantasioso, que convence como deve acontecer em tramas de heróis, pois não queremos ver algo que faça muito sentido na tela (embora a Marvel tenha nos convencido de que seria normal tudo rolar por aqui!), mas sim uma trama que relembre as lutas que vimos na infância, que entregue a essência mágica e cheia de desenvolturas, contando com boas lutas, e claro personagens para ver agora os colecionáveis voltar para essa nova geração. Ou seja, é um filme que funciona demais para os fãs dos personagens, e que talvez a molecada atual pegue a ideia para se divertir, pois ficou melhor do que o esperado, mas ainda assim, longe de ser uma obra prima.

O longa nos mostra que após ficarem separados por 15 anos, a Espada do Poder conduz o Príncipe Adam de volta a Eternia, onde ele descobre seu lar devastado sob o domínio perverso de Esqueleto. Para salvar sua família e seu mundo, Adam precisa unir forças com seus aliados mais próximos, Teela e Duncan / Mentor, e aceitar seu verdadeiro destino como He-Man — o homem mais poderoso do universo.

É interessante ver o trabalho do diretor Travis Knight, pois esse é apenas seu terceiro longa na função, e todos foram bem trabalhados, porém fica nítido que suas escolhas remetem bem ao momento de sua infância, e assim sendo ele não quis fazer uma trama realista transportando para o mundo real os personagens como muitos fariam, mas sim usar uma base na Terra bem rápida para logo em seguida já irmos para Eternia, e sabendo usar de muitos efeitos, maquiagens, figurinos, computação, lutas, voos e tudo mais que fosse possível para dar um ar fantasioso bem encaixado, aonde toda a essência funcionasse do começo ao fim, o acerto veio muito bem acompanhado, afinal o excesso de piadas até pode tentar tirar o brilho de uma produção mais bem trabalhada, mas certamente para próximas produções de personagens dos anos 80 irão procurar ele, pois fez algo diferenciado e bacana de ver na tela.

Quanto das atuações, diria que Nicholas Galitzine ainda não me convenceu como ator de grandes papeis, e aqui seu Adam é tão bobinho, que mesmo quando se transforma em He-Man ainda parece não ser o brucutu que esperamos ver batendo nos vilões e levantando coisas para tudo que é lugar, fora que deixa a espada cair tantas vezes longe do personagem, que se os vilões fossem mais espertos era só pegar e dar sumiço, ou seja, faltou um pouco mais de presença para ir além na tela. Já Camila Mendes até deu uma boa personalidade para sua Teela, pulando e rolando com muita classe, e sendo interessante de ver a idade da personagem na trama, pois no desenho parecia mais velha, e aqui ficou mais pareado com a idade de He-Man para ter apenas clima de par romântico, ou seja, a atriz se jogou literalmente para o papel, fez bons trejeitos e agradou. Muita gente estava com medo de Jared Leto destruir o personagem Esqueleto, afinal sabemos da fama do ator, mas aqui poderia ser colocado qualquer um por trás de tanta maquiagem, computação gráfica e até mudança de voz, ou seja, o personagem em si ficou muito bom, com a pegada de vilão imponente e ao mesmo tempo bobo como era no desenho, e assim agradou, mas o ator nem passou pelo set de gravação se duvidar. Já um ator que gosto dos traquejos e sempre domina seus momentos é Idris Elba, de modo que aqui seu Duncan tem pegada, tem atos divertidos e consegue agradar sem precisar ir muito além, agradando com poucas imposições, e fazendo tudo para chamar atenção sem sobrepor o protagonista, ou seja, foi bem demais. Ainda tivemos muitos outros bons personagens entre os vilões e também entre os guerreiros de Eternia, mas nem tanto pelas atuações e sim pelo saudosismo da infância sendo bem representada na tela em live-action, e assim sendo posso dizer que funcionou.

Visualmente a equipe de arte trabalhou bastante para conseguir fazer uma Eternia ampla, colorida e mágica pela descrição do protagonista sobre como era seu mundo quando saiu de lá e veio para a Terra, depois tivemos a invasão do Esqueleto e a destruição total que quando ele volta já temos mais atos em cavernas e ambientes mais escuros e densos, também tivemos alguns momentos na Terra no apartamento do protagonista dividido com um amigo, muitos desenhos de criança, e também o escritório de RH que o protagonista trabalha (aliás uma grande sacada para com o desenho que sempre finalizava com conselhos sobre o episódio!), tivemos muitas lutas e efeitos bem imponentes, e principalmente uma equipe de figurino e maquiagem incrível que seja por computação ou próteses conseguiu representar tudo o que vimos do desenho na tela, ou seja, brilharam!

Enfim, é um longa bacana e bem funcional, que para a galera dos anos 80 vai ser um deslumbre de saudosismo, que mesmo exagerando um pouco nas piadas vai conseguir agradar, já a galera mais nova, talvez se conecte bem com os personagens, não sendo algo que vai impactar muito, mas ainda assim a Mattel deve voltar a vender bons colecionáveis (para não falar bonequinhos) dos personagens. Detalhe, o longa tem 3 cenas no meio e no fim dos créditos, aparecendo personagens que faltaram no longa e foram colocados ali para quem sabe virem nas continuações, então fique na sala e confira. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Cansei de Ser Nerd

6/02/2026 12:44:00 AM |

Uma das principais coisas que me incomoda ao ver um filme é ele tentar ser engraçado e não conseguir, e já disse diversas vezes que a comédia é o estilo mais difícil de acertar a mão, principalmente em uma estreia, afinal cada pessoa vai rir de algo e muitas vezes o que é engraçado para você não vai ser pra mim. Mas inegavelmente o longa "Cansei de Ser Nerd" tem todos os traquejos clássicos de algum trabalho de final de curso de cinema, aonde alguém teve uma ideia maluca, contou para alguns amigos, que aí foram jogando mais ideias malucas, e no final acabou resultando no que vemos na tela, aonde até entretém com as loucuras todas, mas não chega a lugar algum, e de tão maluco acaba sendo razoável de ver. Ou seja, é daqueles filmes que você se pergunta o que está fazendo ali, mas que fica esperando chegar a algum lugar, e no fim você sai se perguntando se realmente pagou todos os pecados que tinha, pois falta comicidade, falta senso para a situação toda, e nem dá para pensar se alguém mais experiente conseguiria arrumar o longa, pois não acontece.

O longa nos mostra que nerd inveterado, Aírton foi o principal suspeito do sumiço e suposto assassinato de uma colega, nos tempos da faculdade. Hoje, 20 anos depois, ele decide reencontrar toda a turma na festa de reencontro da graduação para, enfim, provar sua inocência. Mais que isso, ele planeja revelar que os "populares", hoje integrantes de uma banda new wave de sucesso, são os verdadeiros culpados pela morte da estudante. E, pior, que eles a mataram em um ritual em busca de fama. Convicto disso, Aírton intima seu grande amigo e aliado, Ulisses, para ir com ele. O plano está armado: desmascarar uma seita bem louca, provar sua inocência e recuperar o amor de Juliana, sua grande paixão

O diretor e roteirista Gualter Pupo trabalhou em muitas funções em alguns longas de sucesso e também fez alguns curtas e vídeos musicais, porém aqui em sua estreia realmente em um longa-metragem como diretor acabou escolhendo um gênero que podia dar muito certo ou muito errado, que é a mistura do sobrenatural com a comédia, e aqui ficou inicialmente interessante, depois se desprendeu para algo meio sem sentido algum, ficando bizarro e se perdendo completamente dentro da ideia. Ou seja, é o famoso filme que se melhor lapidado na fase do roteiro até poderia chamar atenção mesmo sem fazer rir, mas que precisaria de alguém bem mais experiente para conseguir manter a essência e criar algo que chamasse mesmo para si para conseguir ir além e agradar.

Quanto das atuações, diria que o humor do ator Fernando Caruso pede coisas bem mais exageradas, e aqui os diálogos de seu Aírton até tentam soar engraçados para com o público que conhecer um pouco mais do mundo dos nerds, mas não se aprofunda, e principalmente não lhe dão a chance de forçar a barra como é seu estilo, e aí falta tudo para ir além. Já pelo contrário deram brecha para que Pedro Benevides se soltasse completamente com seu Ulisses, e assim sendo vemos algumas dinâmicas até que engraçadas dentro do possível com ele, mas nada que faça você gargalhar na sala do cinema, ao menos não desaponta. Agora alguém que mostrou um estilo chamativo e interessante de ver foi Bia Guedes com sua Juliana, até conseguindo dominar bem os momentos na tela, porém não foi tão aproveitada quanto poderia, e isso acabou não agradando. Quanto aos demais personagens, principalmente o pessoal da banda é melhor eu nem falar, pois pareciam perdidos em suas atuações, e isso demonstrou bem a falta de uma direção efetiva.

Visualmente foram bem espertos, pois a maioria das cenas são bem fechadas, não necessitando de grandes cenários e menos ainda de figurantes para todos os momentos, de modo que tiveram o quarto do protagonista, seus trabalhos com poucos equipamentos, depois uma mansão cheia de quartos e corredores, e claro toda a dinâmica do cubo que ficou bem interessante na tela, tendo ainda momentos de lutas com armas de tudo quanto é estilo, tendo um pouco menos de sangue do que deveria, mas que ao menos foi bem dinâmica. Agora as cenas com efeitos visuais estranhos misturando um preto meio que esverdeado com ranhuras e tudo mais para dar um elo de outra dimensão ficou estranho e não interessante como deveria ocorrer.

Enfim, é um filme com mais falhas do que acertos, e que principalmente faltou com o humor que precisava para chamar mais atenção, mas ainda assim quem quiser ver algo diferente dentro do cinema nacional, pode arriscar, só não espere sair totalmente feliz com o resultado. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Revolução dos Bichos (Animal Farm)

6/01/2026 08:18:00 PM |

É interessante ver uma trama política como o livro clássico de George Orwell virar uma animação nas telonas, e claro que muitos adultos irão conferir esperando um algo a mais na telona, afinal "A Revolução dos Bichos" é daqueles livros que quem lê uma vez acaba indo para rumos tão filosóficos que provavelmente esperaria ver um caos mais intenso até mesmo em uma trama infantil. Porém quem entrar na sala e ver a primeira logo que diz "aprovado pela guilda Angel", já certamente irá brochar e saber que o longa não vai fazer a criançada ter uma mentalidade política pelo que verão na tela, mas ainda assim digo que a essência funcionou bem e acabou fluindo de forma inteligente e gostosa de conferir, sendo algo que até dá para refletir um pouco, mas sem precisar queimar alguma neurônios.

O longa é ambientado em uma fazenda, onde um movimento em busca da igualdade é sistematizado pelos animais. Inspirado no livro de George Orwell, a história mostra um movimento de revolução e poder, onde sob o comando dos porcos, uma fazenda perde parte de sua vitalidade. Entrando em uma ditadura implacável, os animais se reúnem para lutar prelos próprios direitos.

Quem leu meu primeiro parágrafo pode até ter se assustado um pouco, mas já lhes dou alguma felicidade dizendo que é um longa dirigido por Andy Serkis, ou seja, tem personalidade na tela, e o resultado final consegue ter uma boa essência em cima do clássico livro, e assim sendo vemos que o diretor quis brincar na tela sem precisar de um aprofundamento maior, e assim vemos a pegada conflitiva de lideranças, vemos a corrupção pelo poder e até mesmo o trabalhar até morrer, mas de um modo mais lúdico que funciona para os pequenos tentarem (se quiserem) pensar um pouco mais de como funcionará a vida adulta.

Quanto dos personagens, um ponto bem satisfatório foi escolherem dubladores imponentes para a trama, e assim o tom caiu muito bem para as vozes originais que eram de um elenco fenomenal, e assim vemos o porquinho sonhador com Sortudo tentando melhorar, mas caindo na lábia do líder manipulador Napoleão, vemos o cavalo trabalhador de nível máximo que Sansão faz pela fazenda, mas que acaba se acabando, e também tivemos os demais influenciáveis como as ovelhas repetidoras entre outros, sendo um bom filme aonde os personagens até cativam bem, mas que não chegam a serem marcantes como poderiam.

Visualmente o longa tem uma pegada meio fora dos padrões atuais que tem texturas e chamarizes mais bem desenhados, porém fizeram personagens carismáticos e com elementos bem chamativos principalmente no shopping e na tecnologia usada dos humanos vilões, que mostram algo bem parecido com Elon Musk, ou seja, tiveram boas dinâmicas que com um desenho mais rústico conseguiu criar personagens interessantes e ambientes mistos entre tecnológicos com os rurais, dando a dica das mudanças temporais.

Enfim, é uma animação um pouco diferente, mas que não foi tão diferenciada quanto poderia, afinal o texto de Orwell é pesadíssimo, e com um diretor que gosta de ousar, como é o caso de Serkis, dava para ter ido tão longe que faria as animações de adultos virarem filmes para bebês, ou seja, faltou pegada, mas ainda assim foi bacana de conferir, afinal pode ser que algumas crianças peguem um pouco da essência e a use futuramente. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou arriscar mais um longa hoje, então abraços e até breve.


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Golpe Explosivo (Fuze)

6/01/2026 12:46:00 AM |

Acho bem interessante quando vou ao cinema e a história que parecia que já tinha visto umas mil vezes se desenrola de forma mais ampla e cheia de nuances, de modo que "Golpe Explosivo" poderia ser daqueles filmes tão enrolados, precisando explicar tudo para o público, enfeitando a vida de cada personagem para entendermos seus propósitos, mas não, o diretor simplesmente pôs tudo para acontecer, e depois que tudo se fechou de uma forma até bem condizente com a ideia, foi lá e criou um rápido epílogo para mostrar como aconteceu a conexão entre os principais, mas sem muitos enfeites ou dinâmicas. Ou seja, é o famoso passatempo gostoso de domingo, aonde a tensão acontece, as entregas acabam mostrando personalidades e situações que fazem com que apostemos em alguns personagens, e pronto, 98 bons minutos na telona.

O longa nos mostra que um grupo de assaltantes ousados aproveitam o caos generalizado quando uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial é desenterrada de uma planta de construção civil. Uma operação policial intensa é colocada em ação para evacuar milhares de residentes do centro de Londres. Enquanto um grande transtorno é criado na cidade, um grupo de criminosos especialistas, liderados por Karalis, se esconde no sótão da zona de evacuação. Com os sistemas de emergência levados ao limite e a iminência de uma explosão, os ladrões dão início a um audacioso plano para roubar joias sob a distração do time de militares comandados por Will, mandado para o centro da confusão para investigar e desarmar a bomba.

Diria que o diretor David Mackenzie soube brincar bem com o roteiro que lhe foi dado, pois certamente nas mãos de alguns outros diretores veríamos um filme bem preso explicando a cada personagem que aparecesse suas objeções e dinâmicas para estar ali, mas ele escolheu desenvolver tudo bem direto, e isso economizou tempo de tela, e principalmente criou um certo mistério, pois se fossem apresentados saberíamos bem quem é quem, e isso é o que amplificou as possibilidades, embora com um elenco de atores mais conhecidos, a proposta ficou mais fechada na tela. Ou seja, vemos uma direção coerente, rápida e bem expressiva, que talvez pudesse ser até um pouco mais ousada, mas para isso o filme precisaria ser um pouco menos "previsível".

Quanto das atuações, Aaron Taylor-Johnson segurou bem o estilo durão como o desarmador de bombas do exército Will, de modo que seu estilo foi até um pouco forçado demais, pois acredito que o pessoal costuma usar algumas roupas mais apropriadas para o ato, e ali ele foi bem cru para a cena, sendo denso e ousando até que bem para chamar atenção com seus trejeitos. Do outro lado Theo James já fez seu Karalis cheio de traquejos e dinâmicas bem de pessoas audaciosas e destemidas, trabalhando bem suas cenas do roubo e depois das negociações, tendo atos bem marcados e cheios de nuances para impactar na tela. Outra que teve bastante destaque foi Gugu Mbatha-Raw com sua Zuzana, sendo a líder da polícia britânica foi cheia de momentos mais fechados e conseguiu soar marcante na tela. Ainda tivemos bons momentos com Sam Worthington com seu X também bem durão e impositivo para seus momentos com o protagonista, e Elham Ehsas fazendo um Rahim que fica bem claro de estar envolvido em algo, mas sem ficar entupindo aqui de spoilers, fica a dica ao menos para prestar atenção nele.

Visualmente a produção foi até que bem grandiosa de estilo, tendo uma escavação interessante aonde é encontrada a bomba, virando praticamente um campo do exército para a desativação, tivemos o prédio aonde os assaltantes descem para invadir o banco, ferramentas bem marcantes para quebrar a parede com geradores e tudo mais, tivemos a central da polícia com muitas imagens de câmeras de rua, que talvez poderiam ter pego a térmica um pouco antes, embora demore também para um gerador ficar fervente, tivemos cenas em parques e ruas, além de ao final algumas perseguições pelo campo e também as negociações das joias, ou seja, um longa cheio de ambientes na tela.

Enfim, é um filme que entretém bastante, que tem momentos tensos e divertidos, sendo daqueles passatempos bem encaixados para um bom domingo, aonde você vai para a sessão sem esperar nada e acaba satisfeito com o que vê, e assim acaba valendo a indicação, mesmo não sendo algo que lembraremos muito no futuro. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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