O longa acompanha uma detetive particular chamada Honey O’Donahue que atua numa pequena cidade no Estado da Califórnia. Seu novo caso envolve a investigação de uma série de estranhos assassinatos vinculados a uma misteriosa igreja comandada como um culto por um padre chamado Dean. Quando a jovem investigadora é chamada para a cena de um acidente de carro fatal, rapidamente peças de um misterioso quebra-cabeças começam a aparecer e ela descobre que a vítima era uma potencial cliente que, naquele dia, ligou para contratar seus serviços.
Com toda certeza prefiro os longas que Ethan Coen dirigiu/roteirizou junto com seu irmão Joel, pois acredito que ali que tinha a base de não inventar tanta loucura, como foi o caso aqui, afinal ficou parecendo tão perdida a ideia, que não consegui enxergar uma possibilidade de funcionamento, e o pior de tudo é que não é algo ruim de ver, pois tem uma certa intensidade, tem desenvoltura, tem cenas violentas bem marcantes, mas começa de uma forma, criando toda a dinâmica em cima das drogas e da igreja com seu pastor fora do eixo tradicional, e do nada vira algo em cima de um serial-killer, com uma pegada ainda mais sem rumos. Ou seja, ou o diretor se perdeu total na ideia que queria, ou então aconteceram cortes que destroçaram o projeto, mas ainda acredito na primeira possibilidade, pois daria para notar se tivessem "evaporado" algumas partes.
Quanto das atuações, diria que Margaret Qualley entregou muita personalidade para a investigadora Honey, de modo que se algum diretor decente investir na ideia, a atriz certamente conseguiria segurar bem a personagem, e que contando com trejeitos bem marcados conseguiu puxar para si a responsabilidade cênica e acertou no que tinha de fazer, embora ainda nem eu sei o que o longa tinha que fazer, mas ela deve ter entendido o roteiro pelo menos. Chris Evans trabalhou seu pastor Dean com o jeito mais canastrão que sabe fazer, e tinha tudo para que o personagem impactasse e impressionasse dentro da ideia inicial da trama, porém como o filme foi para um outro rumo, ele também ficou jogado, e isso para um ator do porte dele é quase um crime. Aubrey Plaza trabalhou sua MG Falcone com alguns traços intensos, tendo alguns momentos chamativos para dar as devidas nuances na tela, mas talvez se desenvolvessem melhor a personagem antes de tudo, o resultado seria melhor. Quanto aos demais, diria que todos foram jogados na tela e tentaram fazer algo que nem eles sabiam o que estavam fazendo, e o diretor apenas dizia que no final faria algum sentido (mas não fez), valendo um leve destaque para Charlie Day com seu Marty pelo jeito irreverente de um policial investigador, e só.
No conceito visual a trama teve alguns momentos interessantes montados pela equipe de arte, com destaque claro para as várias cenas de crimes, começando com o carro jogado no penhasco, depois o "atropelamento" no estacionamento, a casa da avó, e até mesmo dentro da igreja que também teve um culto sério e outros dentro do quartinho do pastor mais fora da loucura, tendo uma delegacia simples tradicional e o escritório da protagonista bem ambientado, mas nada que fosse chamativo sem ser claro o carro dela bem imponente por onde passava.
Enfim, é um filme que tinha tudo para ser grandioso, chamativo, impactante e tudo mais que pudéssemos elogiar, mas que no final você fica pensando apenas nos 89 minutos de vida que você perdeu assistindo, ou seja, é melhor procurar outro para conferir, pois esse não vale a pena. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.





























