A sinopse nos conta que um escritor solitário vive um luto e passa a ser assombrado por uma figura misteriosa e assustadora. O introvertido Ohm Bauman se refugia numa pousada isolada na Irlanda para espalhar as cinzas de seus pais, o último desejo dos dois antes de morrer. Enquanto lida com a perda e o luto, Bauman será apresentado ao pesadelo que ronda o hotel, confrontando-se com visões perturbadoras e traumas do passado, que invadem seus sonhos e sua mente graças à presença de uma antiga bruxa que assombra a suíte nupcial. Em meio a pesadelos terríveis, um desaparecimento chocante parece piorar a situação, obrigando-o a enfrentar as forças malignas que cercam o local e os cantos mais sombrios do seu passado.
Diria que o diretor e roteirista Damian McCarthy até teve boas intenções ao criar sua trama, pois o filme tem algumas ideias interessantes de base, e talvez com alguns ajustes causaria muito mais tensão no público, afinal costumo dizer que se o filme não fizer você sentir nada, alguma coisa de errado teve, e na sala quase que cheia para conferir o longa, a maioria saiu como se tivesse assistido um caso comum na telona, aonde ocorreram algumas mortes, mas até elas soaram "banais". Ou seja, faltou impacto, e principalmente o diretor enxergar o potencial da trama para ir além, afinal seu filme foi vendido como um terror impactante, sufocante e tudo mais, e nem nas cenas que ele entra em um elevador minúsculo de comida, a essência do longa causa algo no público.
Quanto das atuações, gostei do estilo meio irônico que Adam Scott entregou para o seu Ohm, porém costumo falar que em filmes de terror os personagens precisam demonstrar o medo e o temor para o público se convencer do que está acontecendo, e aqui ele foi "normal" demais como escritor, e mesmo tendo seus problemas do passado, a culpa não transpareceu um minuto sequer na tela, ou seja, falhou bastante com a entrega que precisava. Quanto aos demais, gostei de ver o estilo do sem-teto que David Wilmot entregou na tela com seu Jerry, de modo que você acaba até torcendo para ele conseguir voltar e ajudar o protagonista, fora que foi bem chamativo, já os personagens do hotel foram meio que forçados demais, com Peter Coonan fazendo um Mal meio que desesperado com a situação, mas sem grandes explosões para chamar atenção, e Michael Patric acabou trabalhando seu Fergal meio que sem nuances para o estilão bruto, enquanto Will O'Connell poderia ter sido mais assustador com seu Alby na tela, e por fim a moça Florence Ordesh foi meramente um enfeite com sua Fiona sem grande expressividade, servindo apenas para dar o andamento da trama de subirem para procurar ela.
Visualmente a trama teve alguns atos bem rápidos em uma floresta, alguns momentos no bar do hotel, e praticamente todo o restante dentro da suíte nupcial abandonada, tendo uma banheira com água suja, móveis empoeirados, e alguns elementos cênicos bem antigos como o bonequinho do relógio, além de um elevador de comida minúsculo aonde os personagens descem para um porão antigo e bem estranho com luzes piscantes e alguns elementos pendurados, mas nada que assustasse realmente como deveria.
Enfim, é um filme que dava para ter ido muito mais além, mas que serve como um passatempo de sessão da tarde, que talvez alguns enxerguem algo a mais e sintam algo pela trama, mas para mim foi apenas algo bem simples que levou nada a lugar algum, e assim sendo não recomendaria ele para ninguém. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...