Arranha-Céu: Coragem Sem Limite em 3D (Skyscraper)

7/14/2018 02:41:00 AM |

Ultimamente só andamos tendo 2 certezas por ano, a que teremos 12 meses e que The Rock irá protagonizar algum filme de ação lotado de paias. E se tem The Rock, sabemos que dificilmente iremos nos decepcionar se formos sabendo o que iremos ver, ou seja, se você for preparado para ver muita ação absurda, cenas de tirar o fôlego, pancadaria e tiros para todo lado e The Rock salvando o dia, com toda certeza sairá muito feliz de "Arranha-Céu: Coragem Sem Limite", agora caso contrário nem vá, pois de gente mal-humorada que vai ver um filme sabendo que não gosta daquilo já temos aos montes, e se tem um ator que não vai fazer um filme cabeça e/ou filosófico esse com certeza é Dwayne "The Rock" Johnson. Dito isso, o filme com toda certeza possui muita ação, tem um conceito bem família interessante de curtir, uma tecnologia monstruosa (claro que muita coisa falsa!), e até um 3D interessante para quem achou que não teria nada, que chega a dar uma certa vertigem nas cenas na ponta do prédio, da ponte pegando fogo e nas diversas cenas de pulo, até que poderiam ter caprichado um pouco mais, mas ainda assim é um filme bem bacana.

O filme nos apresenta Will Sawyer, um veterano de guerra e ex-líder da operação de resgate do FBI, que agora avalia segurança de arranha-céus. Em missão na China, ele encontra o mais seguro e mais alto edifício do mundo em chamas, e é culpado por isso. Will deve encontrar os responsáveis pelo incêndio, limpar seu nome e de alguma forma resgatar sua família que está presa no interior do edifício... acima da linha de fogo.

É engraçado o processo migratório de diretores de comédias simples para ações impactantes de orçamentos mais aguçados, pois acostumados em necessitar mais da interpretação dos atores, de histórias que digam tudo através das entrelinhas, quando pegam filmes mais dinâmicos no começo até entregam cenas mais familiares, situações contidas bonitinhas, mas ao que o primeiro tiro é dado ou o primeiro pulo já sai fora do contexto é explosão que surge, é efeito vindo de todos os lados e aí tudo vira festa, e aqui aconteceu exatamente dessa forma com Rawson Marshall Thurber, que dirigiu The Rock em "Um Espião e Meio" e aqui acabou entregando algo com bem mais cara de produtor do que algo que um diretor realmente faria, pois praticamente todos os atores tirando o protagonista viram figurantes de uma maneira tão fácil, que até mesmo o prédio imenso tecnológico acaba tendo mais vida que os vilões, o dono do prédio ou até mesmo a família do protagonista, e isso soa estranho, e por incrível que pareça agrada, pois certamente muitos se tivessem mais dramaticidade acabariam atrapalhando, afinal a história que é de Rawson também, é fraquíssima de conteúdo, ou seja, com certeza os produtores viram potencial em colocar múltiplas explosões, cenas de dar vertigem e tirar o fôlego com a tecnologia 3D, um atrativo gigante de colocar o gigantesco ator para cativar a trama e chamar público, e podaram qualquer tentativa de termos grandes essências na trama, e sendo assim, o resultado/motivo dos vilões acaba soando bobo/fraco demais, a família acaba tendo uma essência, mas não chama a atenção, os policiais ficam duvidosos de quem é o vilão, mas também tem dúvidas de quem são eles, e assim com tantas incógnitas, o que fazemos? Comemos pipoca e nos divertimos com as paias, pulos e cenas de ação, e nada mais.

Como acabei de falar, a maioria dos personagens pode ser considerada como figurantes com falas, então temos um filme que quem merece ser falado é claro Dwayne The Rock Johnson, que aqui além de seus músculos, ainda usa uma perna postiça como elemento surpresa, arma, gancho e tudo mais que puder para dar desenvoltura para seu Will, e felizmente ele não fez gracejos em suas cenas, deixando a ação tomar conta e fazendo o filme fluir com impacto e grandes firulas de força, ou seja, um filme aonde ele sabia que seu protagonismo faria diferença e chamou a responsabilidade, agradando na medida (e até exagerando um pouco para fora do eixo!). Dentre os demais, tivemos algumas boas cenas com Chin Han como o Zhao, o dono do predião, alguns leves momentos família com a volta de Neve Campbell para as telonas após "Pânico 4" com agora sua Sarah cheia de truques, e até uns trejeitos impactantes com o vilão Rolland Møller com seu Bhota, mas nada que realmente impressionasse. Mas certamente a maior decepção ficou por conta de Pablo Schreiber com seu Ben completamente falso, e que foi utilizado tão pouco que nem sequer poderemos reclamar muito da sua falta de desenvoltura.

Agora, se temos um momento em que podemos aplaudir a criatividade dos artistas de produção é em filmes desse estilo, pois a estrutura visual do prédio, com todo um design incrível pelo exterior, uma floresta incrível no interior, apartamentos cheios de detalhes, e uma cobertura que é de cair o queixo (e pensar exatamente como o protagonista num misto de medo e surpresa com o que vê - nem consigo me imaginar num lugar daquele!!), mas que com tantos efeitos acabou nos momentos de fogo ao final ficando exageradas demais, e até tendo uma colorização estranha na telona, que infelizmente chega a atrapalhar a tecnologia 3D, mas nem sempre dá para acertar tudo. E falando em detalhes, os exageros do lado de fora do prédio foram demais, com a grua para o protagonista pular parecendo quase um Transformer, todos assistindo o prédio em chamas do lado dele como se fosse um reality aonde ninguém se machucaria, a polícia parecendo expectadores e bonequinhos ornados, ou seja, poderiam ter caprichado um pouco mais. Como disse o filme tem um exagero predominante nos efeitos visuais, e isso acabou trazendo duas cores fortes demais para a fotografia, o vermelho e o azul, que sobressaíram tanto que teve diversos momentos que os personagens ficaram vermelhos e os objetos cênicos pareciam azuis demais, e isso é um defeito técnico muito grande, que acabou não só deixando o longa estranho, como também atrapalhou o efeito 3D que o longa poderia ter melhor, afinal essas duas cores contrastam com a profundidade, e assim sendo, não causa como poderia. E já que estou falando tanto do 3D, achava que teriam bem menos cenas usando a tecnologia, mas o longa possui tantos momentos de pulo, que o diretor foi muito esperto em usar direto uma câmera vindo de cima dos personagens, o que acaba causando muita vertigem em profundidade, e com diversas fagulhas de chamas, o resultado acaba agradando bastante. Claro que volto a frisar, o efeito só funciona realmente nessas cenas, e na maravilhosa cena do "paraíso", então não conte que os óculos serão necessários na maior parte do filme.

Enfim, esperava realmente um filme bem pior, mas como fui preparado para ver algo completamente paia, o resultado entregue acabou se superando, e com isso, mesmo com diversos erros técnicos, que só quem for mais experiente e reclamão acabará notando, certamente é um filme que vale comprar uma pipoca e conferir se divertindo, ou em casa numa boa tarde de domingo. Então essa acaba sendo minha recomendação, vá sem muitas pretensões, que The Rock irá lhe satisfazer com muita ação. Bem é isso pessoal, encerro aqui essa semana bem curta de estreias, mas volto na próxima quinta, com o que parece uma semana com mais quantidade, então abraços e até lá.

2 comentários:

Mauro Avelino disse...

Olá Fernando! tudo tranquilo irmão! Concordo! Eu também pensei que não teria muito efeito 3D por ser um filme escuro e me surpreendeu. Gostei do filme e da história também. Me fez lembrar o inferno na torre de Steven McQueen e que clássico em? Mano... deixa eu te fazer uma pergunta, sei que você não curte muito BDS mas, semana passada comprei um BD internacional do Transformers o último cavaleiro porém, eu já tinha aqui um BD nacional do mesmo. Comprei o internacional por causa de uns brindes bacana que veio e que coleciono. Mas cara... que diferença! Os efeitos em 3D a qualidade de imagem... muito superior mesmo! Seria porque essa imensa diferença? O mesmo aconteceu com o Fúria de Titãs 2 que na época falei com você aqui. "Abraços parcero"! Valeu.

Fernando Coelho disse...

Fala Mauro... realmente Inferno na Torre é um p$$$ clássico!!! O motivo geralmente é compactação do arquivo para caber na mídia... esse é um dos motivos que costumava me incomodar nos DVDs quando comprava há muito tempo, pois tinha filme que compactavam tanto (mesmo que o filme coubesse sem compactar dentro da mídia) que virava linhas quase... ou seja, a galera reduz achando que não vai caber, ai reduz mais e mais... 99% das vezes é isso, mas pode ser também a origem da gravação (sabe tipo a água da cerveja - que falam que de algumas cidades é melhor!!) pois alguns lugares tem um primor melhor na forma de colocar um filme na mídia que outros... esses são dois dos motivos, mas tem uma pancada, pois tamanho original mesmo de um filme quando sai do computador da edição para ir pro primeiro cinema geralmente beira vários Terabytes, então vai de cada parceiro gravador!! Abraços!

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