Liga da Justiça em Imax 3D (Justice League)

11/16/2017 01:54:00 AM |

Se tem um estilo de filmes que anda lotando as salas de cinema são os longas de heróis, e mesmo que o molde esteja bem batido, cada novo longa anda conseguindo superar em algum detalhe para que se encaixe bem dentro do estilo, agrade os fãs das HQs, e principalmente agrade quem gosta de cinema também. Pois bem, como sempre digo, ir sem expectativas é a melhor forma de gostar de algum filme e sem dúvida alguma hoje isso foi algo perfeito com "Liga da Justiça", pois além de termos um filme bem montado (que incrivelmente funcionou sem precisar apresentar todos os personagens, e de modo bem inteligente para que todos entendessem tudo o que estava sendo mostrado!) com doses cômicas colocadas na medida certa (sem ser apelativa, e claramente como parte das refilmagens de Joss Whedon, que acertou a mão e o tom que certamente deveria estar mais tenso), cenas de luta trabalhadas com impacto e determinação, mas principalmente colocando boas mensagens que super-heróis devem trabalhar realmente com união, esperança, justiça, e que claramente vai encaixar nos termos que querem para o Universo Estendido DC que tanto se fala, e que agora sim veremos os rumos que vai acabar tomando. Ou seja, um filmaço com bom tom e que agrada bastante do começo ao fim, tendo alguns pequenos deslizes, mas que não atrapalham em nada a alegria que é ver essa formação de grupo de heróis, que iremos torcer muito para que todos os demais filmes funcionem, já começando bem pela "Mulher Maravilha", agora esse, e com certeza "Aquaman" não irá decepcionar, afinal como costumo dizem #InWanWeTrust.

A sinopse nos conta que impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman, Cyborg e Flash -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

É até interessante falar sobre as direções (no plural mesmo), pois é fácil demais notar as cenas que Joss Whedon dirigiu após a saída de Zack Snyder (por luto em sua família), basta ver diversas cenas mais tensas, com clima mais sombrio no estilo Snyder de fazer filmes, e as cheias de comicidade, com brincadeiras e jogadas mais icônicas tradicionais de Whedon na trama. E por mais incrível que possa parecer, e para alívio dos fãs, Whedon não estragou o resultado, criando bons vértices, e colocando no eixo uma liga realmente que faltava para esse Universo que tanto se fala da DC, pois sempre com filmes desconexos, ao juntar todos os heróis, com suas rápidas cenas de apresentação, mostrando de onde vieram e para onde vão, o resultado acabou sendo bem encaixado, e principalmente, funcional, o que vai agradar tanto quem for ver um longa despretensioso, quanto aqueles que estavam desesperados por esse dia, por serem fãs das HQs desde muito tempo atrás. Claro que há defeitos, afinal, temos praticamente a apresentação de três novos heróis, a introdução de um vilão que ao que é mostrado já esteve em outras brigas, e que voltará mais para frente em outros filmes, e com tudo isso ainda entregaram um longa de apenas 120 minutos (com duas cenas pós-crédito - a primeira meio que uma brincadeira que já ocorre em diversas HQs, e a segunda com algo muitíssimo importante para os próximos longas que virão, que até mesmo quem nunca leu uma HQ sequer vai compreender e falar noooossa!!), ou seja, precisaram fazer algo acelerado, que empolga sim, mas que poderia ter facilmente colocado mais 30 minutos que ninguém iria reclamar. Com isso em mente, a trama desenhou novos ares, colocou um bom vilão, e conseguiu fazer detalhes de uma equipe tão boa, que saímos da sessão torcendo para que venha logo mais filmes individuais de todos, mas principalmente do grupo todo lutando junto com suas devidas qualidades.

Se tinha algo que realmente me preocupava com o filme era a forma que iriam apresentar os novos personagens desse universo, e como os atores se sairiam, e posso dizer sem sombra de dúvida alguma que todos encontraram formas perfeitas para desenvolver cada ato seu, e a forma expressada na tela foi incrível de ver. Para começar, já dissemos algumas vezes que Ben Affleck pode não ser o melhor Batman que já vimos, mas vem sempre entregando algo tão impactante, com personalidade e imposição que ficamos até com medo de excessos persuasivos, o que é um estilo para se pensar quando fizerem seu longa solo, pois pode ser que não empolgue e nem emplaque como ocorreu com todas as demais versões, porém aqui é justamente o que precisava para que a Liga tivesse dinheiro e alguém mais realista, ou seja, foi bem. Gal Gadot empolgou com muita classe, mostrando tudo o que já vimos de bom em seu longa solo, e incrementando ainda mais a personalidade de conciliadora de sua Mulher-Maravilha, de modo que vamos colocando ela como não só como um elo feminino chamativo na Liga, mas sim uma força impactante para chamar a atenção e encaixar não apenas com beleza, mas sim com força e impacto. Ezra Miller caiu como uma luva para o estilo que Flash pedia, pois com uma personalidade bem jovial, despretensiosa e dando um ar cômico cheio de tiradas bem encaixadas e que chega a ser até estranho que seu filme solo possa ser o mais denso do mundo da DC. Outro grandioso acerto (e que muitos até duvidaram por ser bem diferente dos quadrinhos) foi a escolha de Jason Momoa como Aquaman, e com toda certeza ele não decepcionou quem o escolheu, encaixando força, brutalidade e estilo para um rei dos mares, de modo que seu filme solo será algo que certamente vai impressionar já com o pouco mostrado aqui, e mesmo que tenha caído em certas piadas, a personalidade que o ator deu para o personagem ficou incrível. Não é nem spoiler, mas todos sabiam que para a Liga ficar completa, o Superman voltaria, e isso já havia aparecido nos trailers, só não sabíamos de que forma, e Henry Cavill mostrou que é um tremendo de um ator que só precisava de um bom roteiro para chamar a responsabilidade e agradar muito, ou seja, perfeita introdução na história, e perfeita atuação. Embora seja o que mais precisasse de uma introdução melhor, Ray Fisher conseguiu trabalhar bem o estilo de seu Cyborg, colocando muita interpretação dúbia para que ficássemos pensando se ele não mudaria de lado, mas o encaixe foi bem trabalhado, e certamente para se fazer a parte 2 da Liga, vão precisar colocar um longa solo seu para melhores explicações de seu estilo. O vilão Lobo da Estepe ficou muito interessante, e brigou como poucos vilões que já vimos no cinema, e claro que mesmo sendo praticamente todo feito em computação gráfica, suas expressões foram captadas com muita interpretação de Ciarán Hinds, entregando algo bem impactante e interessante, tanto no contexto histórico quanto nos momentos presentes do filme. Dentre os demais, tivemos muitos bons personagens que já apareceram em outros filmes e ajudaram muito na composição completa da trama, entre eles temos de dar destaque para Amy Adams com sua Louis Lane sempre dócil e bem encaixada, J.K.Simmons como Comissário Gordon, Jeremy Irons como Alfred, e até mesmo as leves aparições bem colocadas de Amber Heard como Mera e Jesse Eisenberg como Lex Luthor, que certamente vamos ver muito ainda nos próximos filmes.

Dentro do contexto visual sabemos que o filme todo foi feito com muita computação gráfica, mas ainda assim escolheram boas locações para inserir o enredo e botar toda a tecnologia em cima para criar as texturas, e com isso tivemos um longa com muitos objetos cênicos importantes, figurinos precisos para compor cenicamente cada personagem da melhor forma que conhecemos, e principalmente muitos efeitos para criar o ambiente de guerra, com tudo funcionando e claramente ficando como um dos melhores longas de super-heróis feitos até hoje (no conceito técnico, de história ainda temos outros). Aliado a uma boa conceituada arte, trabalharam muito bem sombras e iluminações para que o filme ficasse denso e cheio de tons, criando camadas dramáticas, ares cômicos e até cenas de espiritualidade bem colocada, para que toda a tensão fosse diluída e o filme funcionasse bem de forma rápida e bem interessante visualmente para todos. É claro que ainda não é o 3D que desejávamos ver em um longa de muita ação, pois como bem sabemos filmar com as câmeras 3D é algo muito caro e grande, que os estúdios acabam fugindo, deixando para que a conversão funcione depois, e felizmente tivemos muitas cenas em perspectiva que aproveitaram bem para jogar elementos para fora da tela, o que é sempre válido (e que as pessoas que pagam por 3D querem ver), e assim sendo, mesmo o longa todo não tendo a tecnologia, o resultado das cenas que tiveram ficaram incríveis e valem por fazer o resultado.

Outro ponto que temos de abranger foi a escolha musical para desenvolver todo o filme, ajudando tanto na concepção da história para dar um tom de resposta, quanto para envolver realmente e criar o ritmo necessário, de modo que temos de ouvir mais uma vez, e não deixaria de colocar o link aqui para todos.

Enfim, é um filme que empolga muito e com toda certeza, como a maioria dos filmes de ação temos muitas falhas também, mas que felizmente acabaram não estragando o que desejávamos ver e assim sendo acabamos saindo da sessão felizes e sorridentes após as duas cenas pós-crédito esperando por muito mais dos próximos filmes. Ou seja, é algo que vai compensar conferir até mais vezes, para achar indicações de outros filmes, fagulhas de easter-eggs, e que vai agradar tanto os fãs mais sedentos quanto quem gosta de longas de aventura e heróis, mas deixo claro que se você não se encaixa em nenhum desses dois estilos, fuja das sessões, pois assim como andamos vendo críticas negativas de muitos filmes desse gênero, a maioria é de pessoas que preferem mais filmes com histórias, dramaticidades e por aí vai, e esse certamente não é um longa desse estilo. Portanto, fica a dica e a recomendação, e aguardo a opinião dos amigos nos comentários abaixo, pois por enquanto eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais um texto das demais estreias que apareceram pelo interior. Então abraços e até logo mais.


8 comentários:

Marlon Santana Costa disse...

Eu imaginei que não seria uma crítica tão positiva. Desse jeito vou ter que ir conferir. Rs.
Melhor que THOR: RAGNAROK?

Fernando Coelho disse...

Olá Marlon, o filme acabou me surpreendendo e cabendo bem dentro do que esperava ver, ficando divertido, apresentando bem os personagens e principalmente a formação da Liga... claro que tem defeitos, e muitos vão só ver eles, preferi gostar e dar uma boa crítica... quanto ao Thor, se você gosta de filmes apenas com piadas como foi Ragnarok, aqui vai reclamar muito, pois as piadas até existem, mas espaçadas... enquanto lá foi o filme todo... no geral é bem mais interessante e é um novo começo para o estilo que a DC quer atingir... abraços!!

Anônimo disse...

Tudo bem Fernando. Acabei de vir do cinema e assisti o liga da justiça em 3d. Concordo com sua nota dada ao filme. Mas no quesito 3d, achei ausente, igual o origem da justiça. Ultimamente tenho discordado bastante de vc no quesito 3d. O que tá acontecendo Fernando????. Rsss. A única cena em que houve um trabalho do 3d foi quando o Flash pega o Batbumerang no início do filme. No restante, foi apenas aquela imagem pra dentro, igual as conversões que as Tvs fazem no conteúdo 2d. Infelizmente a Dc não prima pelo 3D como a Marvel tem feito. Acho que o único 3d razoável da Marvel foi o Esquadrão Suicida. Fernando, atenção ai, quando não vejo no cinema compro o 3d com base na sua crítica. Olha a responsabildiade. Rsss. Já perdi dinheiro no Blu ray 3D do Star Trek 3. Valeu

Marlon Santana Costa disse...

Star Trek infelizmente não teM 3D.

Fernando Coelho disse...

Olá amigo anônimo... já disse várias vezes que gosto do 3D de profundidade, enquanto muitos amigos preferem ver tudo saindo da tela, e disse isso nos dois Star Trek que a conversão ficou ruim, tendo apenas profundidade boa de imersão (o que funciona somente no cinema!)... recomendo ver sites que falem somente de 3D expansivo para ver o que falam de cada filme, pois aqui o foco vai ser sempre na produção!! Abraços!

Fernando Coelho disse...

Olá Marlon, conseguiu ver a Liga em 3D? O que achou? Do Star Trek volto a falar que somente temos imersão!! Abraços!

Roberto disse...

Fernando, vc que está mais informado, conhece algum site que faz uma análise mais detalhada do 3d? Obrigado.

Fernando Coelho disse...

Olá Roberto! Cara com site não conheço não... apenas faço algumas caçadas se foi convertido ou filmado com a tecnologia para dar uma ênfase melhor no que vi... mas tem uma galera que fala bastante de 3D aqui no site que deve saber mais, ou até sites melhores! Abraços!

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