Anjos da Noite: Guerras de Sangue em 3D (Underworld: Blood Wars)

12/02/2016 01:26:00 AM |

Quando escrevi o texto de "Anjos da Noite: O Despertar" em Março de 2012, frisei que o longa era curto e que deixava brechas demais para um quinto filme, porém pararam de falar da trama, qualquer boato de continuação saiu de radar, e se alguém sequer sabia de que estavam rodando o quinto filme, este guardou a informação em um lugar bem seguro, pois nada se ouvia sobre o longa até alguns meses atrás. E sendo assim, o quinto longa da franquia "Anjos da Noite: Guerras de Sangue" praticamente surgiu do nada na programação após quase meia década com claro nossos queridos vampiros que dormiram no formol durante todos esses anos. Agora, se eu falar que temos qualquer grande novidade dentro do filme estarei sendo um mentiroso de nível altíssimo, pois temos o início contado da mesma forma (relembrando tudo o que ocorreu bem rapidamente nos últimos quatro filmes), temos muitas lutas e tiroteios (alguns até bem interessantes), temos pouco sangue para um filme com tanta luta e tiro (mas com uma cena bem violenta ao final), e claro que temos a volta dos mesmos atores (claro que tirando os que morreram nos longas anteriores - se bem que temos algumas cenas dos mortos também), ou seja, o mesmo do mesmo, incluindo o detalhe maior da série: na hora que começa empolgar acaba para largar aberto para um próximo filme.

O longa nos mostra mais uma vez que o clã dos vampiros e dos Lycans estão em guerra há séculos. Todos os que A vampira Selene amava, foram caçados e mortos. Agora, os Lycans têm um novo líder, Marius, que quer o sangue de Selene para reinar de vez.

Bom, disse que não tínhamos novidade alguma para contar sobre o filme, digo isso pelo que é mostrado na telona, mas por trás dele temos uma novidade bem simbólica que até teve um pouco de reflexo na forma da trama ser mostrada, afinal pela primeira vez temos uma diretora à frente da franquia, e claro que Anna Foester em sua estreia em longas colocou elementos clássicos de empoderamento feminino, com o galã sem camisa, a líder com seu escravo "sexual" particular, muita atitude de quase todas as personagens femininas, e claro alguns romances. Não que tudo isso não tivesse presente nos demais filmes, mas aqui ficou bem mais evidente e mesmo quem não souber que é uma diretora por trás, notará essas diferenças em relação aos demais filmes. E Anna só colocou esses detalhes no longa sem muita preocupação com o restante, e sendo assim não trabalhou muito a essência característica da franquia que é ação sem limites, pois mesmo nas grandes batalhas, o ritmo acaba sendo um pouco lento e talvez faltasse um pouco mais de violência na dinâmica (claro que não somando a cena final) para que o longa empolgasse mais.

No conceito da atuação, temos de falar que até mesmo Kate Beckinsale parece exausta com sua personagem Selene, tanto que nas cenas mais dramatizadas ela faz caras estranhas que não se adequam ao comum que tanto víamos nos outros anos, mas felizmente não deixou transparecer tanto nas cenas de ação, mostrando que ainda tem força e ritmo para mostrar bastante serviço. Theo James sempre faz o mesmo estilo em todos os filmes, galã que luta bem, tem romance com a protagonista e faz cara de poucos amigos quando precisa, e claro que seu David foi assim no último filme, e aqui voltou com a mesma ideologia, quem sabe o que fará numa próxima continuação, acredito que o mesmo! Tobias Menzies fez um Marius digamos que estranho e que aparece de forma meio que jogada pelo teor de vilania que se encontra o personagem, talvez uma apresentação mais condizente dentro da trama, com a formação do grupo seria mais interessante, pois apenas em flashes no final ficou algo estranho e fraco demais para gostar. Lara Pulver caiu bem dentro da personalidade de Semira, mas em alguns minutos de projeção já fica caricata e sabemos exatamente onde vai levar tudo, talvez se forçasse menos agradaria bem mais. A participação de Charles Dance repetindo seu papel do longa anterior como Thomas é até interessante, mas poderiam ter aproveitado mais de um ator do calibre dele, e não deixar um diálogo tão jogado para não chegar a lugar algum, que ficou feio de ver. Dos demais, a maioria faz participações rápidas, com exceção de Bradley James com seu Varga que até soou bem, mas ficou estranho demais em alguns momentos jogados, e Daisy Head fez de sua Alicia um personagem muito forçado com caretas demais para chamar atenção.

No conceito visual, tivemos locações interessantes, com fortalezas bem trabalhadas, diversos elementos cênicos prontos para serem estraçalhados nas lutas, diversas armas interessantes, mas tudo soou limpo demais para um filme digamos gótico de essência, pois todos são bem simples visualmente na correria, e isso é algo que acaba cansando. Talvez como disse tenham deixado coisas demais para um sexto filme, pois quando os bons elementos começam a ser trabalhados já é tarde demais, inclusive o novo visual de Kate no fim do filme é algo muito melhor do que tudo o que já foi mostrado, e a fortaleza na neve também foi um grande acerto. A fotografia é claro que foi o mais escuro possível para a trama cair dentro do clássico, mas acredito que poderiam ter deixado ainda mais dark sem errar. Agora se no quarto filme filmaram com câmeras 3D, e o resultado foi bem interessante, aqui a conversão apenas foi de enfeite, pois sequer temos algo que venha em nossa direção e muito menos alguma profundidade para ser explorada, e olha que temos muitas cenas que poderiam brincar com a tecnologia. Portanto, se tiver sessão 2D, vá ver lá, que senão o arrependimento será grande.

Enfim, um filme bem mediano, que mostrou mais do mesmo, ou seja, algo bacana pela essência de lutas, que talvez tenha uma continuação (deixou muita coisa em aberto, porém a bilheteria que irá determinar o futuro, pois se antes nada era falado, agora menos ainda, já que estreou em pouquíssimos países), e sendo assim só quem for fã da franquia irá suportar bem feliz os 9 minutos de projeção. Portanto recomendo com ressalvas, e por ser quase o mesmo filme, a nota também será a mesma. Fico por aqui por enquanto, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até mais pessoal.

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