No Limite do Amanhã em 3D

5/31/2014 11:40:00 PM |

Se algum dia realmente a Terra for invadida por alguma espécie que não é de nosso planeta, acho que podemos contar com Tom Cruise, afinal já lutou em tantos filmes com aliens que deve ter alguma experiência ao menos. Brincadeiras à parte, "No Limite do Amanhã" é daqueles filmes que você precisa ficar bem atento para não perder nada e também não se perder, afinal o que já era previsto pelo trailer de uma tonelada de idas e voltas com a mesma cena mudando apenas alguns detalhes foi muito além do que esperava, e assim, se um filme de ação já possui um ritmo frenético por natureza, o que nos é apresentado aqui vai muito além de tiros e explosões para todos os lados, colocando uma história bem desenvolvida na trama para que ninguém reclame de faltar contexto para o que está acontecendo.

O filme se desenrola em um futuro próximo, quando o grupo alienígena atinge a Terra com um implacável ataque, deixando grandes cidades em escombros e milhões de vítimas humanas em seu rastro. Nenhum exército no mundo se iguala à velocidade, brutalidade ou presciência dos guerreiros armados ou de seus comandantes telepáticos. Mas agora os exércitos do mundo uniram forças para uma última posição ofensiva contra a horda alienígena, sem segundas chances. O tenente-coronel Bill Cage é um oficial que nunca viu um dia de combate quando é descaradamente rebaixado e depois escalado - destreinado e mal equipado - para o que equivale a pouco mais do que uma missão suicida. Cage é morto em alguns minutos, tentando levar um Alpha com ele. Mas, incrivelmente, ele desperta e volta ao início do mesmo dia infernal, e é forçado a lutar e morrer de novo... e de novo. O contato físico direto com o alienígena o jogou em um túnel do tempo, condenando-o a viver o mesmo combate brutal sem parar. Mas a cada passagem, Cage se torna mais resistente, mais inteligente e capaz de envolver os alienígenas com uma habilidade cada vez maior, ao lado da guerreira das Forças Especiais Rita Vrataski, que destruiu mais invasores do que qualquer pessoa na Terra. Assim que Cage e Rita assumem a luta contra os alienígenas, cada batalha repetida se torna uma oportunidade de encontrar a chave para aniquilar os invasores e salvar o planeta.

A história em si é um pouco confusa, mas é toda bem explicada em uma das cenas voltadas, e o desenvolvimento todo do filme depende do entendimento do espectador nessa cena, portanto por volta da terceira volta do protagonista grude seus olhos na tela e entenda o filme todo, inclusive a cena final que muitos até podem dizer que foi contraditória, mas que assim como tudo funciona em Hollywood, pode garantir uma continuação para o filme dependendo do sucesso das bilheterias. Os roteiristas foram inteligentes ao trabalhar a história original de Hiroshi Sakurazaka num formato dinâmico, pois filmes de guerra costumam funcionar melhor quando se pode armar alguma estratégia de ideologias, o que aqui não temos tempo para isso, senão teríamos apenas umas 3 ou 4 voltas de tempo, então a opção foi trabalhar com o desenvolvimento direto com tudo acontecendo no mesmo momento em que está batalhando está pensando em alternativas para sobreviver. O diretor Doug Liman já é acostumado a fazer filmes ágeis e novamente mostrou capacidade técnica para colocar a ação totalmente a seu favor, pois alguns optariam em explicar mais a vida alienígena, outros iriam preferir explodir mais bichões, mas ele não, colocou a câmera para correr no cenário quando precisou, parou 5 minutinhos para explicar o funcionamento do poder alienígena, voltou a correr e desenvolveu sua trama com capricho para quem quiser gostar, não tendo em momento algum a preocupação que qualquer outro diretor faria na trama, e isso acabou ficando genial de ver na telona, chegando até quem não tiver fôlego para a correria cansar com tudo que é apresentado, mas no geral a certeza de sair satisfeito da sala com o que viu é total.

Quanto à atuação, podemos dizer em poucas palavras que Tom Cruise voltou à sua forma antiga de atuar que tanto gostamos de ver, colocando sentimento nos momentos que precisava, interpretando realmente não estar entendendo o que acontece com ele após as primeiras voltas, e arriscando tudo com seus pulos, tiros e corridas de carro, afinal o maluco sempre prefere fazer sem dublê, ou seja, incorporou o soldado que não era e fez tudo e muito mais, agradando bastante sem necessitar exagerar em diálogos também. Estamos acostumados a ver Emily Blunt como uma moça bonita e dócil em diversos filmes, mas aqui como uma guerreira bem forte, musculosa e que não leva desaforo para casa foi algo bem irreverente, mostrando que todos precisam trabalhar muito em filmes de ação, e ela estava disposta a tudo, somente em alguns momentos seu olhar parece distante da câmera e acaba sendo um pouco estranho de interpretar o que está querendo mostrar, mais parecendo que foi erro de interpretação mesmo, mas que não chega a atrapalhar em nada a trama. Todos demais atores possuem algum momento de conexão com a trama, mas acabam não servindo muito para se destacar em nada, vale apenas lembrar de Noah Taylor no momento mais explicativo do filme que é onde ficamos sabendo de tudo e poderia ao menos ter feito algumas expressões melhores para agradar mais, e outro que fez cara de não entender nada é Brendan Gleeson, que até agora mesmo após receber seu cachê ainda está tentando entender o roteiro e os diálogos que lhe foram ditos.

Um bom filme de guerra é aquele que tudo necessita explodir e voar peças para todo lado, e quem quiser ver isso pode ir para a sessão sem pensar duas vezes, afinal o aparato tecnológico montado é um misto de aliens cabeludos no estilo "Distrito 9", só que agora giram também com soldados robôs no melhor estilo que estamos acostumados a ver nos jogos de videogame, e aliado à isso, a equipe de arte junto com a equipe de efeitos especiais usou muito explosivo para voar coisas nos atores a todo momento. Além disso, a equipe digital não deixou por menos e colocou bons efeitos para que a trama não ficasse fora de tempo tecnológico e nem falsa com algo muito inventivo, ou seja, na medida para divertir e agradar. A fotografia usou bastante de cenas mais escuras e soube trabalhar com tons puxados para o vermelho em diversos momentos para dar um tom mais vingativo, além sempre do tradicional preto e puxando alguns momentos pro azul escuro nos momentos mais sombrios. Quanto do 3D, muitos até não gostam de filmes que são convertidos para a tecnologia, mas nas cenas que conseguimos observar o uso da tecnologia até agradam bastante com peças saindo da tela, atores balançando por cabos e até alguma profundidade em um ou outro momento quase nos convence que o longa foi filmado usando a tecnologia, mas não foi, e acredito que se tivessem filmado mais cenas usando mesmo a tecnologia seria algo proveitoso para a trama, porém no geral o resultado agrada bastante.

A trilha sonora de Christophe Beck é outro ponto que agrada muito, pois um filme de ação sem bons momentos rítmicos é quase que criminoso, e o compositor não hesitou em misturar riffs de guitarras, muita bateria e pontuar cada momento como algo único, dando uma roupagem completamente sua que não nos remeterá a nenhum outro filme já visto.

Enfim, um excelente filme que agrada bastante tanto com muita ação quanto com uma história interessante que nos fará pensar sobre diversos ângulos. O final é um pouco contundente e pode ser até que o pessoal ache errado, mas como disse no início, é provável que façam uma continuação, então é bem explicativo o momento. Recomendo com certeza para quem gosta de jogos de videogame e muita ação, e até mesmo para quem preferir um filme mais trabalhado o longa é capaz de agradar por ter momentos pensantes. Bem é isso, infelizmente a semana fui encurtada devido ao fechamento do Belas Artes em Ribeirão Preto, então agora é aguardar até a próxima quinta torcendo para que venham muitas estreias para o interior, então abraços e até mais pessoal.


16 comentários:

Nayanne Moraes disse...

A melhor crítica que eu já li até agora sobre o filme!!! Sensacional!!!
Exatamente como me senti ao sair da sala.. está nessa matéria! Ao contrário de outas matérias que li e que se importaram mais em deixar bem claro que você não vai ver nada de inovador, bastante clichê e erro no roteiro, essa matéria é foda!(desculpa). Gostei bastante da sua maneira de escrever sobre as coisa, seu olhar diferente do filme. Tudo bem que não é de hoje que há aliens invadindo a terra e Tom Cruise querendo salvá-la, mas o filme não peca em ser diferente com um mesmo vilão. Achei sim inovador e bem divertido. Não é cansativo, a química entre os atores é genial, e Emily(put* que par**) está incrivelmente foda, linda e diferente no filme! Bom, amei sua crítica. Parabéns!!!

Fernando Coelho disse...

Obrigado Nayanne, que bom que gostou da crítica, isso só me motiva a continuar escrevendo aqui mesmo nos momentos que me dá desânimo às vezes! Quanto ao filme, é realmente o que você falou, um filmão gostoso e que nos diverte, empolga e tudo mais, se é ou não clichê ficar repetindo os aliens nos atacando é problema dos roteiristas, nós que vamos ao cinema queremos mais é nos divertir com o que for mostrado. Abraços!

kako disse...

kara vc fala aew que lah pela terceia volta do cruise no filme tem uma cena que faz sacar o filme todo... qual seria essa cena, pq não entendi o final desse filme...

pra repor o tempo, precisava do sangue do alpha... blz
mas depois que o cruise volta a primeira vez o corpo dele jah estaria sem o sangue naum eh
como o looping continuaria ocorrendo ????

quando o corpo dele absorve o dna do omega, pq ele voltou um pouco antes ???
e pq nessa hora o omega jah havia explodido se foram eventos em timeline diferentes ???

Fernando Coelho disse...

Ola Kako... eu precisaria rever pra poder te explicar, pois garanto que não lembro qual era o detalhe técnico que dá para pegar... e só vi 200 filmes depois de ter visto esse, então não tenho como lembrar mesmo... vou tentar locar ele e volto aqui para te dizer... o que posso dizer que lembro vagamente é que na verdade cada volta ele recomeçava, não ficando com o sangue da vez anterior, a única coisa é que ele recordava de onde não errar, e nessa vez se não me engano ele vê uma forma de ir contra o próprio bichão... abraços e volto em breve!

Ale disse...

Muito bom filme altamente recomendado! É muito interessante a história principal e os seus anexos, vale muito a pena! E, claro, sem dar mais detalhes No Limite do Amanhã com Tom Cruise amado, divertido e muito inovador.

Bruna Campana disse...

Não entendi o final desse filme alguém me explica por favor

Bruna Campana disse...

Não entendi o final desse filme alguém me explica por favor

Fernando Coelho disse...

Olá Bruna, não lembro muito bem do final, afinal vejo uma tonelada de filmes e já estão até pensando numa continuação desse, portanto em breve reverei ele para ligar tudo... mas se não me engano era algo bem simples envolvendo a pessoa do próprio Cruise! Vou tentar rever e volto para lhe falar! Abraços!

Unknown disse...

Também não entendi o final do filme, pois depois de tudo, de ter aprendido onde não erra, e depois d tomar sangue de outra pessoa, Cruise tem uma última chance de salvar o planeta, e ele salva!, msm assim no término do filme, ao invés de ter um final onde eles estivessem livres dos aliens, isso nao acontece, pois ele volta como herói, mas a mesma batalha que ele venceu ainda estar por acontecer, sendo que ja deveriar ter sido concluída uma vez que ela ja foi vencida por ele. Rs.. se poder me responder eu agradeço.

Fernando Coelho disse...

Olá Amigo!! Na verdade, se dessem um fechamento digno não seria um filme do Tom Cruise, pois sempre que entra como produtor, ele já vende algo como uma sequência de filmes, e já está se falando em um novo que começará a ser gravado, então o jeito é aguardar... falar exatamente a ideia do final, bem depois que vi vários outros é um pouco difícil, mas estou com vontade de rever ele, então assim que ver, volto para falar uma ideia maior, mas por enquanto aposto nas continuações!

Patricia Pivato disse...

Kako,
Buscando essa resposta em outros sites e completando com meu próprio entendimento do filme, eu suponho que, ao absorver o sangue do Ômega, Cage (Tom Cruise) consegue voltar no tempo para quando ele quiser, pois o Ômega é que controlava esse looping no tempo, quando um Alpha morria, para se proteger e vencer a batalha. Quando o Ômega explode na timeline do "futuro" ele morre no "passado" porque ele seria o mesmo nas duas timelines. Sendo assim, ao voltar no tempo no final do filme agora que os aliens não podem mais voltar no tempo e, portanto, não podem mais prever o que os humanos farão, Cage consegue ir para o combate com sua patente de tenente-coronel e, de quebra, evita a morte do pelotão J e de Rita.
Foi isso que entendi... rs

Fernando Coelho disse...

Consegui assistir novamente ao filme na semana passada, e realmente cheguei nas mesmas conclusões que a Patrícia!! Dele ter voltado completamente no tempo e evitado todas as mortes!! Obrigado Patrícia pelo comentário que sempre é bem vindo! Abraços!!

Any disse...

O que acontece é que eles mataram o omega antes da luta na praia, lembra que eles saíram três horas antes da batalha???. Então na realidade eles apenas vão notar que a batalha já foi ganha quando chegarem a praia e os aliens não os estiverem os esperando.

Fernando Coelho disse...

Boa teoria Any... valeu pela dica!! Esse filme já vi tantas teorias que nem sei mais em qual acreditar rsss!! Abraços!

Unknown disse...

Gostei da resposta e do seu ponto de vista !

E o filme é muito massa !!

mas como todos, não entendi o final, por isso vim até aqui, e graças a todas as respostas consegui entender.

Obrigado e abraço !

Fernando Coelho disse...

Valeu amigo Unknown, os comentários ajudam demais a galera a desenvolver mais teorias, revi esses dias também e ainda não sei em qual acreditar melhor... o Tom Cruise já falou que está com vontade de fazer uma continuação para explicar mais ainda, veremos se irá sair do papel! Abraços!

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