Mulheres ao Ataque

5/12/2014 01:03:00 AM |

Já falei isso milhares de vezes e não canso de repetir, que se um filme é classificado como comédia, a obrigação máxima é fazer com que os espectadores se divirtam bastante e riam de tudo que for mostrado. E o que posso dizer de “Mulheres ao Ataque” é que em boa parte do longa essa missão foi mais do que cumprida, pois se depender de mim e das demais pessoas na sala em que assisti riram demasiadamente em diversas cenas, claro que mais para o fim, o longa tenta dar uma amenizada das tradicionais linhas de comédias românticas que suaviza dando fechamento para os personagens principais, aí até alguns lances foram monótonos, mas ao mesmo tempo abusaram do excesso de impacto, utilizando da seguinte mensagem que muitos homens conhecem de que trair uma mulher é possível, mas trair duas ao mesmo tempo é procurar a morte.

O filme nos mostra que quando Carly descobre que seu namorado, Mark, é casado com outra mulher, Kate, as duas se unem contra ele em nome da vingança. Uma estranha amizade começa a nascer entre elas, mas a situação fica ainda pior quando elas descobrem que uma terceira mulher está envolvida, a jovem Amber. Logo, a terceira pretendente se une ao grupo, para dar uma lição no marido infiel.

É interessante observar que o diretor se arriscou bastante ao fazer uma comédia mais acelerada, pois normalmente um gênero que não costumamos ver tantos erros de continuísmo é a comédia, e dessa vez são diversos momentos em que as protagonistas saem de um lugar vestindo um acessório e entram em outro lugar com outro diferente, de forma tão escancarada que até o público menos exigente nota. Mas isso não chega a atrapalhar a trama, pois para compensar, utilizou de piadas e sacadas muito bem encaixadas para divertir na medida certa que a trama pede, utilizando todos os atributos das protagonista e com um ritmo interessante soube agradar com uma história dinâmica e possível de ocorrer num mundo que estamos, claro que a parte de um homem trair várias ao mesmo tempo e não de as amantes se unirem contra ele. Mas as gags compensam bastante, então que gosta de histórias atrapalhadas, incluindo um pouco de escatologias, pode ir e se divertir com certeza.

Falando mais sobre as protagonistas, temos três divisões bem claras de mulheres, as inteligentes, as bem sucedidas e as de corpão, o que pode fazer com que algumas feministas mais revoltadas fiquem nervosas com o que é apresentado, mas dessa forma puderam trabalhar melhor com cada artista para que seus papéis saíssem interessantes e divertidos ao mesmo tempo. A bem sucedida profissionalmente Cameron Diaz consegue ser também mais inteligente para arquitetar o plano de vingança, mas suas melhores cenas ocorrem antes enquanto está recebendo as visitas da esposa oficial junto de seu pequenino cão, e aí é que entra sua experiência em comédias para segurar na medida trejeitos engraçados para dominar as cenas e divertir. A esposa Leslie Mann poderia ser menos histérica e dramática em algumas cenas, mas agrada em outras fazendo a engraçadinha tradicional. A gostosona Kate Upton caiu também dentro do trejeito loira burra, mas soube tirar proveito disso sendo interessante visualmente para a trama e engraçada para ligar bem com a protagonista. O marido traidor Nikolaj Coster-Waldau trabalhou insistentemente em seu personagem e em certos momentos agrada com o que faz, mas em outros soou bem falso a não desconfiança de que estavam armando tudo para cima dele, além disso suas cenas finais foram abusivas demais até assustando com tudo que acontece, poderiam ter sido mais sutis que agradariam da mesma forma. O irmão Taylor Kinney é quase um objeto encaixado na trama que logo na sua primeira cena já sabemos seu final, então tudo que faz é praticamente inútil e serviu também para tentar agradar as moças que sonham com algum tipo de príncipe encantado. A estreia de Nicki Minaj nos cinemas não posso dizer que foi algo bem feito, mas ao menos se auto intitula como uma artista que muda muito de visual, já que em 4 cenas que aparece no longa, está com 4 cores diferentes de cabelo, assim como em suas aparições reais, e seus diálogos são bem estereotipados, não sendo algo que chame tanto a atenção para seus momentos.

Agora um ponto que chama bastante atenção no filme é o conceito visual, que com muita certeza gastou um bom dinheiro em viagens para lugares paradisíacos e nas escolhas das casas das protagonistas, onde usaram do melhor que podiam para caracterizar cada uma delas, com apartamento super dinâmico para a bem sucedida, juntamente com seu lugar de trabalho chique na medida para representar tudo ali, com cada móvel podendo contar sua história sozinha. Enquanto na casa tradicional da esposa em Conecticut temos a sociedade mais voltada para o angulo familiar que tudo ali encena junto com a artista. Enquanto nos Hamptons as casa de praia são maravilhosas e encaixam tanto com a personalidade da terceira protagonista, quanto com o momento que ali estão vivenciando. Os momentos nas Bahamas também são visualmente representativos e agradam conceitualmente, embora ali a parte cômica já tenha ido embora. Quanto da fotografia, foi usado muito da iluminação natural para criar os momentos, não usando de nenhuma câmera diferenciada em nenhum momento, mas isso é o tradicional das comédias, então nem podemos esperar muito também.

As escolhas musicais caíram bem com cada ato, variando desde canções mais antigas até hits de sucesso no momento, e com isso o longa se torna tradicional para envolver todas as idades que forem ao cinema conferir, dando a dinamicidade que o filme tem de ter e colocando o ritmo até um nível acima do que uma comédia deve ser, mas que acabou como uma opção do diretor.

Enfim, foi até mais agradável do que esperava, e me divertiu bastante com o que foi mostrado. Recomendo ele mais para quem gosta de comédias mais escrachadas do que para quem esteja esperando algo mais romantizado. Claro que algumas besteiras poderiam ter sido eliminadas, mas não daria a mesma precisão nas gagas escolhidas. Vale a pena o ingresso para se divertir com as belas protagonistas e rir do sofrimento causado ao pobre homem que resolveu mexer com as mulheres erradas. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora mas nessa semana ainda temos mais 2 estreias para conferir, então abraços e até mais.


2 comentários:

Tatiana Reis Bassan disse...

Adorei a crítica! Realmente o filme e mto bom! Como "público menos exigente ". ..rs daria uns 9 coelhos...kkkk melhor a companhia nota 10 coelhos...waleu! Bjus

Fernando Coelho disse...

Rsss que bom que gostou Tati, vale sempre a companhia de "público menos exigente" para ver o que o pessoal acha além dos critérios técnicos... rss Bejios!

Postar um comentário

Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...