Além da Escuridão: Star Trek em 3D

5/31/2013 01:53:00 AM |

Bom, não sou nem fã da série original, muito menos um aficionado por filmes de ficção científica, portanto fui ao cinema hoje conferir a pré de "Além da Escuridão: Star Trek" sem nenhum precedente. E o resultado de ir sem expectativas é bom, pois o filme é muito forte em todos os sentidos, a começar pelo feitio de efeitos digitais e sonoros, que se você não gostar de filmes bem barulhentos fique na sua casa, mas que são de um primor ímpar de fazer você pensar o quão caro foi fazer a revolução na forma do cinema. Comparado ao primeiro filme, claro focando apenas nessa nova roupagem, esse longa tem um pouco menos de história e muito mais ação, já começando num ritmo frenético, onde aparentemente o diretor já mostra que o visual vai ser algo relevante para observarmos, mas se colocado junto com as aparições e reviravoltas que temos no longa inteiro, o resultado somado é bem satisfatório e pela cara dos fãs que estiveram na sessão, onde só se ouvia que voltariam pra rever, agradou bastante a todos.

A sinopse nos mostra que em sua nova missão, a tripulação da nave Enterprise é enviada para um planeta primitivo, que está prestes a ser destruído devido à erupção de um vulcão. Spock é enviado para dentro do vulcão, onde deve deixar um dispositivo que irá congelar a lava incandescente. Entretanto, problemas inesperados fazem com que ele fique preso dentro do vulcão, sem ter como sair. Para salvá-lo, James T. Kirk ordena que a Enterprise saia de seu esconderijo no fundo do mar, o que faz com que a nave seja vista pelos seres primatas que habitam o planeta. Esta é uma grave violação das regras da Frota Estelar, o que faz com que Kirk perca o comando da nave para o capitão Pike. A situação muda por completo quando John Harrison, um renegado da Frota Estelar, coordena um ataque a uma biblioteca pública, que oculta uma importante base da organização. Não demora muito para que Kirk seja reconduzido ao posto de capitão da Enterprise e enviado para capturar Harrison em um planetóide dentro do império klingon, que está à beira de uma guerra com a Federação.

Bom, praticamente a sinopse sozinha já disse o filme inteiro, claro que ainda existem algumas boas reviravoltas durante todo o filme, que a cada dia que passa mostra um potencial maior de J.J. Abrams de tal forma que o diretor soube gastar bem o orçamento principalmente nas cenas de ação. Claro que muitos irão reclamar disso, mas é de sua linha fazer filmes mais ágeis onde a história até muitas vezes acaba despercebida. Não estou dizendo que o longa não possua história para ser contada, muito pelo contrário, até temos boas revelações, pelo menos pra mim que não conheço praticamente nada da série, mas convenhamos que dessa vez ele pôs muito mais tiroteio e coisas explodindo que tudo. O interessante de colocar todos esses elementos de ação é que os 132 minutos acabam parecendo bem menos, com o filme acabando em instantes. Outro ponto claro no filme é a desenvoltura que J.J. optou por colocar além de ação, algumas pitadas de romance e também bons elementos cômicos, não pesando tanto a mão apenas no quesito ficção científica. Agora é aguardar o que o diretor irá aprontar no novo Star Wars, já que também irá fazer parte agora da outra franquia.

Esse longa possui uma quantidade exagerada de personagens e se ficasse falando da atuação individual de todos, o texto não acabaria nunca e ficaria monótono demais, portanto vou falar dos três principais e do restante apenas digo que fizeram bem seus papéis, desempenhando o máximo para que o filme ficasse interessante e até cômico em algumas cenas. Chris Pine não consegue me convencer de que pode ser um capitão de uma super nave, seu perfil estaria mais para qualquer outro papel, menos pra esse, e mesmo em seus atos mais heroicos ainda continua sendo apenas simplório, não consigo imaginar alguém que ficasse melhor no papel, mas prefiro dizer apenas que sua atuação foi dentro dos conformes sem exaltar praticamente nada. Zachary Quinto em compensação é praticamente o Spock nítido, fazendo todas as formas, trejeitos e tudo mais que possamos imaginar para o personagem, nesse longa ainda fez mais alguns pontos ao explicar seus sentimentos de uma forma brilhante e comovente, além claro de tomar uma ótima piadinha com seu visual. Benedict Cumberbatch foi a melhor escolha que poderiam ter feito para o personagem do vilão, pois ao mesmo tempo que com pena dele em algumas cenas, sua tirania e crueldade nas cenas que se passam depois faz com que o espectador crie muita raiva dele, e isso é ser vilão na minha opinião.

O quesito visual do filme está mais do que perfeito, mostrando um trabalho digno de uma equipe de arte competente que com toda certeza fez tudo e mais um pouco do que o diretor pediu. Como disse, o longa já começou mostrando cores e texturas impressionantes de tal forma que víamos cada elemento bem pensado para a trama. Logo mais tudo é bem colocado de forma a dar ganho de tela, e isso só foi possível com o uso de excelentes câmeras que o diretor optou em usar ao invés de usar diretamente as câmeras 3D, porém isso pecou no efeito 3D que acabou sendo convertido e muito pouco usado, claro que nas cenas onde vemos algum elemento na tecnologia 3D, fizeram o máximo para que agradasse, mas acabou ficando com menos profundidade de campo do que poderia ter. A Enterprise sendo mostrada em diversos momentos com todos os seus detalhes, foi um deslumbre na tela. A fotografia também soube trabalhar de forma bem interessante com tudo que possuía, utilizando uma iluminação de diversas paletas para que ao serem combinadas com os efeitos especiais não tirassem seu mérito. Os efeitos usados, e não são poucos, também são todos cabíveis para o gênero, claro que já houve muita discussão sobre o barulho no espaço, mas isso temos de relevar.

Outro ponto que vale muito a pena se prestar atenção é na trilha sonora usada, onde Michael Giacchino utilizou muitos remixes, trabalhando de forma a ajudar mais ainda o ritmo da trama, e com isso conseguiu efeitos bem interessantes, dando uma sonoridade diferente do usual que veríamos num filme do gênero. A parte de sonoplastia ficou muito forte, e dependendo do cinema que você for ver, a chance de sair com dor de cabeça pelo tanto de estouros é alta, mas isso é o preço que pagamos para ver um bom filme de ação.

Enfim, é um bom filme, que deve agradar bastante os fãs do gênero, claro que sempre existirão os que vão reclamar de algo, mas se você gosta de algo bem produzido com efeitos de primeira linha com toda certeza irá gostar do que verá aqui. Como falei no início, se você não é fã de filmes barulhentos fique em casa, pois não economizaram em nada nas explosões. Bem é isso pessoal, gostei do que vi, mas também não posso falar que foi o melhor filme que já vi, apenas algo extremamente bem produzido que agrada. Ele estreia apenas no dia 14 de junho, mas algumas cidades estão tendo sessões de pré-estreia pagas, então quem quiser conferir ele antes só dar uma conferida no site da Paramount. Fico por aqui, mas ainda temos mais alguns filmes para conferir nessa semana, então abraços e até bem breve pessoal.


7 comentários:

Marlon Brito disse...

C ta louco em dizer que o 3d não tem profundidae? Deixa eu adivinhar você leu que o 3d foi convertido e me saiu com essa?! O 3d apesar de convertido é um dos melhores desde Avatar. O trabalho foi impecável e ele ganha mais profundidade com os ótimos flares que trazem uma experiência digna e ensina como esse feito deve ser utilizado.

Fernando Coelho disse...

Olá Marlon, para início eu nem leio nada antes para ver se foi convertido ou não... não ligo de ser convertido, desde que haja resposta visível na tela, não testei ainda em salas grandes(XD ou Imax) para ver se está melhor, mas aonde vi, não senti quase nenhuma profundidade de campo e em boa parte do filme pude ficar sem óculos que não mudou praticamente nada. Se tivessem mantido a mesma profundidade da cena inicial, onde as texturas ficaram bem interessantes, talvez tivesse agradado mais, porém depois o uso do 3D some e é usado muito pouco. Abraços.

Anônimo disse...

Gostei do filme, mas concordo com o Fernando em relação ao 3D, muito fraco e cheio de Ghost.
Assisti no IMAX.

Fabio.

Anônimo disse...

Oi, Coelho !
Cara, eu odiei o 3D desse filme.
Algumas legendas ficaram desfocadas e havia cenas que vinham demais na cara.
3D é legal pq te dá profundidade nas cenas, mas eu prefiro que, em regra, ele venha só até a metade da minha distância pra tela.
Esfregar o 3D na minha cara incomoda demais, traz muito desconforto e acaba atrapalhando a imersão na estória. A minha noiva ficou enjoada com 30 minutos de filme e não conseguiu ver mais nada, passou o resto do filme de olhos fechados rezando pra acabar logo.
Todo mundo fala de Avatar, mas pra mim os melhores filmes que assisti com 3D foram Up Altas aventuras e TinTim (esse foi o melhor), ou seja, o 3D acaba me agradando mais em animações.

Fernando Coelho disse...

Olá amigo, pelo visto só o amigo Marlon ali de cima gostou do 3D do filme!!! Eu até gosto quando esfrega na cara, mas com sentido dramático e não apenas servindo pra nada na história. O Tintim até o jogo que tenho dele no Ipad eu acho sensacional o 3D que tem... UP não vi nos cinemas na época (uma pena).. Teremos mais dois filmes 3D nessa semana pra conferir, aguardemos os resultados. Abraços!

Fernando Coelho disse...

Olá Fábio, é o que o rapaz abaixo disse o desfoque foi exagerado, gerando vários fantasmas realmente na legenda, mas que bom que viu no IMAX assim já fico sabendo que lá também ocorreu isso, então economizo dinheiro revendo o filme na tela grande. Abraços!

Maurício Rodrigues disse...

O desconforto pode ser por diversos motivos amigo, includo o efeito passivo ou ativo varia de pessoa para pessoa.

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