Ninguém Pode Me Julgar (NESSUNO MI PUÒ GIUDICARE)

11/26/2011 02:49:00 PM |

O interessante do cinema italiano, pelo menos nos que assisti até agora, é que nas comédias românticas sempre são inseridas alguma ponta dramática ou algum peso social. O que vemos em "Ninguém Pode Me Julgar" é justamente isso, pois ao mostrar como uma vida pode ser mudada de um luxo total para como dar a luxúria para outras pessoas, o diretor usa elementos cômicos para que a carga dramática do filme não ficasse pesada.

Alice, 35 anos, vive em uma bela casa ao norte de Roma com seu marido, um filho de 9 anos e três empregados extra-comunitários. Sua principal característica é a superficialidade, além da antipatia e do classicismo. Sua vida é como um sonho dourado, que se transforma num pesadelo. Seu marido, empresário da área sanitária, morre em um acidente e a deixa com uma enorme dívida e com a ameaça da assistência social de tirar o seu filho. Com isso, Alice e seu filho Filippo, deixam o sofisticado bairro e mudam-se para a periferia de Roma. Um grande choque! Para salvar sua vida e a do filho, Alice precisa procurar um emprego para ganhar dinheiro rapidamente e, a única saída que ela encontra é a profissão mais antiga do mundo. Com a ajuda da prostituta Eva, Alice inicia-se no ofício saindo com artistas, políticos, empresários, esportistas etc, até encontrar Giulio, administrador de um internet point que detesta mentira e hipocrisia. O filme não conta apenas as histórias de Alice, Eva e Giulio, mas aquelas de diversos personagens, mais ou menos bizarros, que vivem no bairro. Destaca-se a fotografia de uma Itália de duas faces, repleta de solidariedade e amizade e, ao mesmo tempo, cheia de contradições, como o racismo contra os extra-comunitários.

Já estou me acostumando após o terceiro filme do Festival Italiano, a ver novamente presente o forte apelo ao "racismo" (que embora não seja colocado de forma tão pejorativa, está sempre colocado), o qual é tão famoso de se ver em algumas cidades da Itália, aqui explicitado pelo personagem do porteiro, porém para "amenizar" o problema, o diretor arruma um "jeitinho" para finalizar a história sem ser acusado disso.

Ao falar sobre as atuações, é visto não diria bem clichês, mas sim trejeitos que estamos acostumados a ver na maioria de nossas novelas, pois o "drama" no qual esta inserido o contexto da história que temos aqui é 100% novelesco e cairia bem, isso se já não foi mostrado em alguma, no famoso horário das 21hs.

A direção de arte soube brincar, pouco mas de forma a aparecer, elementos que soam divertidos em cena, mas que é o usual de ser visto no meio que esta contido, por isso é válido. Também é bem mostrado as diferenças entre o "high-society" e a parte não privilegiada da Itália imigrante, porém poderia ser bem mais explorado isso caso não ficasse tão preso aos elementos novelescos, a qual até uma festa de bairro é colocada que a principio parece estar deslocada do roteiro, mas ao final é utilizada.

 Trilhas divertidas caíram bem nos momentos onde envolvia a comicidade empregada, ou seja quase todo o filme, e nos momentos dramáticos poderia até ter sido empregado algo melhor para dar mais enfase, porém não estragou o filme.

Enfim, é um bom longa, faz rir em alguns momentos, esperava ser menos novelesco, mas caso você não ligue para isso, acaba sendo um bom filme para locar e rir em casa quando sair no mercado. Recomendo apenas com essa ressalva, então assistam. Esse foi o primeiro longa da noite, daqui a pouco mais uma atualização da maratona dessa semana. Abraços pessoal.


4 comentários:

Tato Mansano disse...

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Elias disse...

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Leonardo Coelho Negri disse...

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Cuba disse...

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