A Árvore da Vida

9/05/2011 10:56:00 PM |

Tem certos filmes que são feitos apenas para festival, e não devem ser lançados comercialmente, pois o público vai pagar por algo que não deve ser pago. Este é o caso de "A Árvore da Vida", novo filme de Terrence Malick. Que o diretor é um cineasta espetacular isso sem dúvida, é um longa captado em 3 anos e com imagens lindíssimas e.... só. O longa não possui história nenhuma, um pouco de conflito familiar e mais um milhão de imagens que fazem você pensar em algo, mas e a ligação de tudo cadê?

Hoje a sinopse vai ser o que achei na net, pois pra mim não teve história o longa. A trama aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.

Ler isso é lindo demais, e até ajuda um pouco no entendimento das imagens, passando pela discussão que tive com meu amigo Cardoso, logo após a sessão. As imagens ficam claro isso essa ligação de início e começo da vida, mas de forma tão, mas tão experimental, que fica tão vago, que ao final metade da sala riu, e se via que era uma risada irônica de acabou assim, aff. A expressão da maioria das pessoas era de desentendimento e raiva por não ter entendido nada. Dai eu faço o seguinte questionamento: Somos tão burros assim, ou o diretor Terrence Malick é inteligente demais que nunca chegaremos ao seu nível para entender o longa?

Prefiro não opinar sobre o que penso, ou melhor vou opinar sim. Na minha concepção, como falei no primeiro parágrafo e juntando com o que falei e ouvi no debate sobre "Estamos Juntos", o filme é feito apenas para o umbigo do diretor e mais nada, isso não é cinema na minha opinião. Me dá um tremendo pesar quando vejo todo o dinheiro gasto para um filme sem propósito algum e pior que críticos renomados estão falando imensamente bem. Vocês vão falar, lá vem o Coelho novamente brigar com os críticos, e vou mesmo, não vou me conformar nunca de ter brigado meses a finco com distribuidora, por não terem trazido na estréia, com cinemas por não colocar na programação e ter que ao chegar aqui, ver isso.

Vamos falar de algo bom do filme, apenas 3 pontos: fotografia impecável e maravilhosa; direção de arte minuciosa e riquíssima; e maquiagem muito bem feita que fez ao iniciar eu falar: "Nossa, como o Brad Pitt está acabado".

Quanto da atuação, nos momentos que aparecem, é bom frisar isso, porque quase 75% do longa são imagens aleatórias. Brad Pitt está rude que faz com que fiquemos com ódio e falando "Ainda bem que meu pai não foi assim!", Jessica Chastain faz boas expressões e, narra bem nos momentos que ouvimos sua voz; e Sean Penn........... muitos pontinhos pois cadê ele no filme?

Bom isso tudo passado em quase 2 horas de projeção, se você tiver estomago e quiser ver a versão de 6 horas que o diretor prometeu no blu-ray boa sorte pra você, eu com apenas 2 já quase dormi e fiquei sem entender nada, com 6 capaz de quebrar minha TV. Encerro a semana bravo demais e espero sexta para que venha uma boa salvação para meus olhos. É isso pessoal, até sexta, abraços.

PS: A nota está composta por 2 coelhos para a boa fotografia e 1 coelho para direção de arte e maquiagem, o resto nem que dessem muita cenoura para o Coelho melhoraria algo.




19 comentários:

Cardoso Junior disse...

Deixarei como comentário apenas o link do meu próprio texto sobre o longa, que eu assiti juntamente com nosso amigo Coelho: http://terradossemfim.blogspot.com/2011/09/cinema-arvore-da-vida.html

Néverton E. disse...

Então esse é um filme NÃO-COMERCIAL igual ao "A Caixa", sim eu assisti ontem no Telecine e até ashey bom, mas muitos não terão a mesma opinião q eu.

Aliás, ashey esse "A Caixa" parecido UM POUCO com "Os Esquecidos".

Se tu não viu, da uma olhada, tlvz tu curta.


Qt A Arvore da Vida... No Coments. Odeyo filme q são feitos para parecerem inteligentes e na verdade insultam a inteligencia do povo.

P.s.: Tu poderia colocar a forma de comentário em janela Pop up?

Fernando Coelho disse...

Olá Néverton, "Os Esquecidos" eu curti bastante quando vi, à tempos atrás. "A Caixa" acabou não passando nos cinemas daqui, queria muito ter visto, mas não vi, então quero ver se alugo assim que sobrar um tempinho. Quanto da Árvore você disse bem, filme feito para parecer inteligente e insulta a inteligencia do povo, com certeza No comments. Quanto ao lance do comentário, até tentei, mas esse é o padrão que o blogspot permite, mas vou tentar com amigos mais experientes na área web. Valeu aí, abraços.

Jayson'Line disse...

Encontrei o link da sua crítica nos comentários do Omelete.

Não vou discutir gosto aqui.

Só q as pessoas tendem a ser "enfáticas demais".
O Néverton disse q "o filme insulta a inteligência e na verdade é pseudo-intelectual"?
Discordo veementemente.

Sim, é um filme simples, todas as cenas são claras. Algumas são difícies de interpretar.
A cena q mostra um homem grande no sótão, tão alto q não cabe lá. Vc entendeu?
É uma cena simples! E o diretor é q insultou os expectadores?

Se vc não gostou do ritmo do filme, ok. "Ah, o filme é devagar e chato". Nada contra isso, questão de gosto. Não precisa se esforçar pra tentar gostar.

Agora, arte verdadeira é comunicação! E o filme se comunicou comigo do início ao fim.
Gosto de cenas "estilo documentário". Elas mostram o q está realmente lá.
Uma criança chorando? É isso msm, uma criança chorando! É uma cena impactante por si só, não precisa de diálogos.

O roteiro é simples e nem por isso é ruim.

Não gostou? Ok. Mas acho q vale fazer um esforço pra entender o filme primeiro.

Fernando Coelho disse...

Olá Jayson, obrigado pelo comentário. Sim que a cena está lá ok, mas cadê a linguagem cinematográfica? Cadê um começo/meio/fim para o filme? Cadê todo o dinheiro gasto com interpretações que são praticamente não aproveitadas? Pra mim são um amontoado de cenas que nem o diretor, muito menos o editor sabe porque as colocou no filme. Mas é o que você falou, questão de gosto, tem pessoas que vão amar, mas pra mim e pra quase 200 pessoas que estava na mesma sessão como o Neverton falou foi um insulto ao dinheiro gasto ao pagar para ver o filme. Abraços.

Fernando Coelho disse...

Já vou deixar claro, que não ligo para pessoas que discordem de minhas críticas ou queiram falar mal de algo, mas se identifiquem, comentários ofensivos anônimos serão removidos. Respondo tudo com cordialidade e aceito críticas, mas desde que se identifique. Obrigado pela atenção.

Marcelo disse...

Que fil me mediocre, PQP!!!
Paguei pra ver 2hrs de imagens retiradas do Discovery Channel...

Na sala em que eu estava metade saiu com 30min de filme e quem aguentou até o fim esperando por algo aplaudiu de pé o final, mas dando risada um da cara do outro por ter ficado até o fim daquela merda.

Fernando Coelho disse...

Olá Marcelo, eu estou rindo demais do seu comentário, e se tivesse botão curtir aqui no blog, eu clicaria nele eternamente. Você disse tudo, vi exatamente o mesmo que você... do Terrence Malick, apenas "Atrás da Linha Vermelha", é um filme decente de se assistir. Vão me criticar por isso, eu sei. Mas meu amigo quer fazer filme pro próprio umbigo, não faça marketing para que lotem as salas. Obrigado pelo comment. Abraços.

Cinemarco Críticas disse...

Eu já acho bem o contrário. Mas, sobretudo, até entendo quem acredite que o filme não tem nexo nenhum, embora essa não seja minha opinião. É curioso perceber, no entanto, que as pessoas que não gostaram do filme o repudiam ao extremo, não dando valor àqueles que sentiram algo, que julgaram ter entendido a intenção de Malick.

Já li muito comentário da galera na internet a respeito da obra, e é fácil perceber que as pessoas desconhecem a filmografia do diretor. Quem já viu Além da Linha Vermelha, não se surpreende com A Árvore da Vida.

É a mesma coisa que aconteceu com 2001: todo mundo repudiando no lançamento, mas com o tempo vão entender que o filme tem grande valor.

Decepcionante, ainda, é perceber que tanta gente que diz que AMA cinema não entende que cinema é som e imagem na intenção de exclamar a sensação do espectador, provocar as reações mais diversas, medo, alegria, raiva, apreensão e, nesse caso, reflexão.

As pessoas imaginam que cinema é pagar para ver o que se quer ver. Ora, faça seu filme e seja feliz, então. Mais respeitoso seria se alguém dissesse: "não entendi nada, não absorvi nada, mas talvez revendo possa entender a obra com mais intensidade".

É mais bonito e menos infantil do que xingar a torto e a direito acreditando que tá pagando de machão e sabidão sobre cinema. Porque crítica negativa, assim como a positiva, também deve ser pautada em argumentos que sustentem a opinião, e a ausência dele torna esse monte de xingamentos uma grande baboseira sem tamanho.

Fernando Coelho disse...

Olá Cinemarco, ao contrário do que você deve achar, eu não só amo cinema, como sou formado e tenho vários prêmios de filmes, então posso falar que entendo um bom tanto sobre. "Além da Linha Vermelha", vi e na minha opinião é o único filme do Malick em que ele não fez apenas para seu próprio umbigo, como é o caso desse, como você mesmo disse no seu blog, é um filme filosófico, ok, mas se bem editado seria algo útil e não algo jogado que nem a versão de 6 horas que o diretor vai soltar junto com o Blu-ray será entendido pela maioria da população, o que pra mim não é cinema e nunca será, pois até os primeiros filmes de Meliès e Lumiere eram feitos para que o público visse e não apenas porque queriam filmar qualquer besteira. Abraços.

Cinemarco Críticas disse...

Ok, Fernando, mas como sabemos e certamente você também o deve tem ciência, cinema é arte. E por arte, temos muitos exemplos. Escultura, o próprio cinema, uma tela, uma música, etc... O que eu quero dizer é que não se pode desdenhar um filme somente por considerar que ele é vazio, sem abrir espaço para a ocasião de que não o tenhamos entendido. Sendo assim, uma tela rabiscada e nonsense, não é arte, uma música sem letra, não é arte, uma escultura sem forma definida, não é arte. O que queriam, pois, senão a nossa atenção para imaginar o sentido daquilo? Concordemos ou não, é nossa opinião, como disse, esse filme é dificílimo mesmo de assistir, e é entendível que boa parte dos espectadores não o aprecie, mas, injusto é quando se exclama essa imparcialidade para tentar entender a obra. Se considerarmos isso como verdade, veremos mais perfeição artística e mais capacidade comunicativa em Zé Colméia do que em A Árvore da Vida.

Fernando Coelho disse...

De forma alguma falei que o filme não é arte, até concordo em ser uma bela concepção artística(uma das melhores fotografias por sinal), só apenas, tanto que falei que ele é feito somente para festivais, o ponto é o que é feito para o público em si ver ou não, a maioria dos meus prêmios ficam sempre me cima de divulgação(afinal sou produtor e em hipótese alguma pretendo dirigir, tirando meu documentário que fiz). Daí me pegam e fazem um mega chamariz com atores de renome, mostrando apenas a fotografia, sem divulgar nada de história, cobiça o público a ir ver ele no circuito comercial, e acontece igual está acontecendo com meus amigos gerentes de cinemas da região, que o público sai da sala e quer o dinheiro de volta. Quanto a imparcialidade, em hipótese alguma estou fazendo críticas para que vendam algum filme, tanto que falei que com metáfora claro, que nenhum dinheiro me pagaria para por um bom comentário sobre o filme aqui no blog, apenas expresso aqui minha opinião para que quem queira a leia e comente, positiva ou negativamente(desde que não seja anônimo) aqui, para gerar uma discussão mesmo. Obrigado pelo comment e abraços.

Cinemarco Críticas disse...

Valeu então, Fernando.
A gente se fala quando pode...
Fica o convite para visitares meu blog, ;)
Abraço.

Anônimo disse...

Ola Coelho,concordo com tua critica.
Realmente o filme é lindo visualmente falando,mas não tem conteudo.

Ja vi cineastas contarem historias convencionais de uma maneira não convencional,fazendoas parecer originais e inventivas.É o caso de AMNÉSIA do Nolan,ed CÃES DE ALUGUEL do Tarantino.

Mas no caso desse A ARVORE DA VIDA,há um fiapo de história,q não leva a lugar algum.
Tire as imagens e vejaa oq sobra,quase nada.

Abraços.

DAREDEVIL

Fernando Coelho disse...

Olá Daredevil, que bom mais algum cinéfilo que concorda comigo, afinal esse post ainda é o que mais gera discórdia das pessoas e algumas ainda brigam comigo na rua. Pessoal é apenas uma opinião minha e de muitos. Agora o que ouvi hoje de uma pessoa que foi o melhor filme do ano e que esse filme é para quem ama cinema, me desculpe então terei de odiar o cinema, pois pra mim foi sem dúvida um dos piores do ano. Como você mesmo disse, tire as belas imagens e me diga o que sobra, cenas jogadas ao vento e mais nada. Abraços.

cinemorfose disse...

Fernando, você pergunta em quais aspectos da produção foi gasto o orçamento? Pra começo de conversa, as "imagens de National Geographic", como muitos chamam a viagem de Malick pelo universo, foi criada a partir de experimentos químicos com o mesmo responsáveis pelos efeitos visuais de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Outras porcentagens do orçamento foram para o elenco, fotografia e trilha sonora, que são todos pertencentes ao mais alto nível de representatividade cinematográfica atualmente - Desplat foi indicado inúmeras vezes ao Oscar.

Agora, se você estiver colocando orçamento no mesmo patamar da trama, da história, como se perguntasse "Cadê a dinheirama nesta história que não entendi bolhufas?", então você está confundindo a sua incapacidade de ao menos tentar compreender minimamente a obra (é o que seu texto transparece) com o seu desgosto para com a mesma. São duas coisas distintas.

Você parece clamar por um cinema com início, meio e fim. Tudo muito bem delineado, burocrático, gratuito e explicitamente rabiscado e desenhado para a plateia.

Calma lá! E David Lynch, então, não tem mérito algum? Até ele já foi indicado ao Oscar pelo espetacular Cidade dos Sonhos. E Bergman, Fellini, Kurosawa e tantos outros mestres que, em meio a obras lineares, conceberam verdadeiros devaneios geniais? Aliás, não vamos muito longe: Quentin Tarantino. Pulp Fiction, por exemplo, é metade ação (no sentido de sequências narrativas) e diálogos esmerados jogados ao vento, sem ligação alguma com qualquer evento prévio ou posterior.

Com todo o respeito, Fernando - e espero que este espaço seja para debatermos sem problema algum, assim como é em meu blogue, o Cinemorfose (plin-plin) -, o seu texto é um escárnio que parece demonstrar uma abismal falta de sensibilidade.

Discordo do início ao fim com suas palavras. Tudo o que você disse até agora, na minha opinião, além de não fazer sentido algum, carece de melhor embasamento e, por isso mesmo, pode ser facilmente derrubado.

Enfim, quem dá a cara a bater pode ficar com hematomas. É por isso que fazemos isso, não? Só espero que você não seja daqueles blogueiros que leva tudo para o pessoal.

Apenas pretendo debater.

Forte abraço!

Alexandre Carlomagno.

Fernando Coelho disse...

Olá Alexandre, com certeza o espaço aqui está sempre aberto para discussões. Em hipótese alguma quero apenas filmes lineares, tanto que muitos em 2011 me surpreenderam e gostei. Agora como você já deve ter lido no meu currículo sou produtor, então penso primeiramente no público sim e não em filmes feitos apenas para o umbigo do diretor. Tanto que somente jornalistas, os quais não sabem nem o que é fazer um filme gostaram do Árvore, pois é um filme belíssimo de imagens apenas e mais nada, tirando eles qualquer outro crítico que não seja jornalista assim como não sou odiou ele. Aqui sempre conterá minha opinião e as das pessoas com as quais assisto junto. Valeu pelo comentário, claro expondo sua opinião sobre o filme, e sempre que quiser estamos aqui abertos a discutir. Abraços.

Cid Machado disse...

Vou puxar a orelha do Coelho! Fernando, conheço você bem e respeito sua preocupação com o público pagante que afinal é quem sustenta a indústria cinematográfica. Mas daí a estabelecer o que o público deve assistir ou não me assusta. O público deve ter acesso a obras mais complexas também como "A árvore da vida", a diversidade é extremamente saudável em qualquer área! Em tempo: este filme é praticamente uma continuação - um pouco mais ousada em termos de linguagem - do "Além da Linha vermelha". E a semelhança com o 2001 do Kubrick não é mera coincidência! Abração e parabéns pelo trabalho fantástico que vem realizando com o blog!

Fernando Coelho disse...

Olá Grande Mestre Cid... pode puxar a orelha sempre hehehe... Não sou contra a diversidade e sim da propaganda errônea... você mais que qualquer um sabe que prezo por uma boa divulgação, o que foi feito pelo Árvore, tanto que salas lotaram... o que eu não me conformo é do filme ser aberto demais e ao meu ver não trazer nenhum proveito nem pra mim nem pra maioria que assistiu, tanto que se você conversar com o Collela verá que teve pessoas pedindo dinheiro de volta... o "Além da Linha Vermelha" mesmo tendo a mesma linguagem, passa uma mensagem e acho bem melhor, tanto que curto ele... mas é a vida nem tudo irá agradar a todos sempre... Obrigado por gostar do blog. Abraços.

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